Créditos: Divulgação: Bethesda

Deathloop: uma mistura de Dishonored, humor e quase um roguelike

Assistimos uma prévia do game e passamos nossas impressões

Deathloop é um game de tiro em primeira pessoa produzido pela Arkane Studios e publicado pela Bethesda e que chega em setembro desse ano para Playstation 5 e PC, e à convite da publicadora conferimos uma prévia do início do gameplay e também algumas das missões em uma sessão guiada pelos desenvolvedores. Aqui vamos passar algumas de nossas impressões!

O game foi inicialmente apresentado na E3 2019, o game já chegou mostrando que tinha muito estilo, e na sessão de gameplay que acompanhamos isso ficou bastante evidente. A estética dos anos 60 corre solta combinada com cores muito vivas, diálogos bem-humorados e uma trilha sonora animadas, que juntos dão muita personalidade ao game, com algumas mecânicas que lembram e definitivamente vão agradar quem curtiu Dishonored.

 

O jogo tem Colt como protagonista, preso em um ciclo temporal na ilha de Blackreef. Enquanto ele não der cabo de "Oito Visionários", a cada morte ele é lançado de volta para o momento que recupera a lucidez na na praia. O jogador precisa cruzar os quatro distritos da ilha: The Complex, Updaam, Fristad Rock e Karl’s Bay, buscando pistas sobre seus alvos e aí que o jogo segue uma lógica que lembra em alguns aspectos pode lembrar um roguelike, mas não será igual.

Um dos elementos que o diferencia é que o jogo não será muito punitivo em relação as mortes. Basta o jogador fazer o seu caminho novamente - em um design de fases bastante interessante, algo que a Arkane Studios já mostrou ser capaz de fazer em games como Prey - e tentar de novo. As tentativas também podem envolver mudanças no horário, sendo que os personagens e as localidades mudam em quatros ciclos diferentes: manhã, meio-dia, tarde e noite. Algumas das formas de avançar na fase envolvem estar no lugar certo, na hora certa, para conseguir aproveitar oportunidades.

- Continua após a publicidade -

A cada nova tentativa o mundo reseta, exceto as memórias de Colt e também de sua antagonista, Julianna, que vai trazer um componente interessante de multijogador no jogo. A personagem fará de tudo para impedir que Colt encerro o ciclo, e terá um papel bastante importante na condução da narrativa através de diálogos bastante acalorados com o protagonista. O elemento online entra com outro jogador podendo assumir o controle de Julianna, e assim você pode invadir a run de outro jogador, caçá-lo no mapa e tentar impedi-lo. 

O gameplay pareceu bastante fluido na demonstração, com um misto de armas - foram anunciadas 10 diferentes, com algumas podendo ser empunhadas em duplas - e poderes - são seis ao total - que tornam a jogabilidade bastante dinâmica, e que vão relembrar alguns dos pontos altos de Dishonored. Isso cria combinações como ficar invisível, se teleportar, levitar inimigos e, é claros, atirar neles até eles morrerem disso.

O jogo me passou uma sensação de ter muito potencial, mas como toda ideia ousada, a execução é que vai ser determinante para o sucesso. Com a sessão guiada, cada nova morte nos trazia a uma nova tentativa com novas descobertas e variações muito interessantes, porém dar toda essa liberdade para o jogador explorar o mapa e fazer sua trajetória, e unir isso com uma narrativa consistente e uma boa progressão, será um desafio e tanto. Agora é esperar por setembro pra ver se o formato vai dar certo!

Tags
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.