Gânglio basal é a peça chave por trás da habilidade nos jogos eletrônicos

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, promete acabar com a eterna dúvida e motivo de discussão do porquê de certas pessoas terem uma habilidade muito maior em jogos eletrônicos do que outras.

De acordo com os cientistas, o responsÁvel pelo bom ou mau desempenho estÁ no gânglio basal - grupo de estruturas cerebrais reconhecidas por serem importantes para a aprendizagem processual, movimento coordenado e sentimentos de recompensa.

Usando ressonância magnética e um método conhecido como anÁlise de padrão multivoxel, os pesquisadores encontraram diferenças significativas nos padrões de um determinado tipo de sinal na imagem de ressonância magnética, chamado T2, nos gânglios basais dos pacientes do estudo.

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Estas diferenças permitiram os cientistas prevêrem entre 55 e 68 por cento da diferença no desempenho do jogo entre as 34 pessoas que mais tarde aprenderam a jogar.

De acordo com o professor de psicologia responsÁvel pelo estudo, Dirk Bernhardt-Walther, o grande trunfo deste estudo é que o método utilizado poderÁ ser útil para prever as diferenças nas habilidades dos indivíduos em outros contextos.

Depois de terem seus cérebros mapeados por imagens, os participantes passaram 20 horas aprendendo a jogar Space Fortress, um jogo eletrônico "bastante desafiador" desenvolvido na Universidade de Illinois, no qual os jogadores tentam destruir uma fortaleza, mantendo suas aeronaves intactas, apesar dos inúmeros desafios encontrados.

De acordo com a equipe de cientistas, nenhum dos indivíduos tinha muita experiência com jogos de vídeo antes do estudo.

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"Nossos dados sugerem que algumas diferenças fisiológicas e/ou neuro anatômicas persistentes são realmente o balizador do aprendizado", disse o professor de psicologia Art Kramer da Universidade de Illinois.

Contudo, o Dr. Kramer adverte que os resultados não devem ser interpretados no sentido de que algumas pessoas estão destinadas ou não a terem sucesso em uma dada tarefa. "Nós sabemos que muitos desses componentes da estrutura e função cerebral são mutÁveis", ressaltou.

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  • Redator: Filipe Braga

    Filipe Braga

    Filipe Braga é um cearense extremamente simpático formado em Ciências da Computação e apaixonado por computadores e tecnologia em geral. Também participa de reviews de hardware, especialmente placas de vídeo, processadores e placas mãe.

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