Créditos: Divulgação/ Microsoft

Microsoft testa de resfriamento líquido submerso para data centers

Os servidores são colocados sob um líquido especial que ajuda a não superaquecer
Por Ana Luiza Pedroso 07/04/2021 10:40 | atualizado 07/04/2021 10:40 Comentários Reportar erro

A Microsoft acaba de confirmar que está testando um novo sistema de resfriamento líquido submerso para seus servidores de data centers. A novidade envolve uma nova tecnologia, com líquidos usados em sua temperatura de fervura. O objetivo é aumentar a eficiência e tornar o recurso mais sustentável. 

Segundo o comunicado da empresa, este sistema funciona em um loop fechado de duas fases. Ele é encarado como uma solução para aumentar os requisitos de energia dos componentes. Ou seja, a eficiência do processo é maior, usando menos recursos. 

O sistema de resfriamento funciona com grandes cubas. Os servidores são submersos em um fluido especial, projetado pela empresa 3M. Segundo as companhias, esse líquido não prejudica os componentes eletrônicos, podendo ser usado de forma segura. A temperatura que ele começa a ferver é de 50 °C. Para fins comparativos, a água começa a ferver próximo aos 100 °C. 

O processo é muito semelhante ao que já é visto com outros formatos de resfriamento líquido. O calor dos servidores é transferido para o fluido, que, por sua vez, ferve e transfere o calor gerado para longe. Isso reduz o risco de sobreaquecimento significativamente, melhorando o funcionamento dos data centers e servidores. 

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As grandes cubas já trazem um condensador, disponível em cada uma delas. Ele entra em contato com o gás, que tem o objetivo de resfriar em um líquido. Assim, o processo é feito em formato de looping, como já mencionado. Ele esquenta, ferve, entra em contato com o gás, resfria e volta novamente para o processo. 

A Microsoft falou em comunicado que há muitas vantagens em usar a novidade. A maior delas é na melhoria da eficiência que o processo oferece. Além disso, os fluidos usados oferecem melhor utilização de recursos. Isso ajuda na redução de extração de matéria prima, o que torna a opção mais sustentável, comparado aos modelos já utilizados na indústria. 

Como mencionado, o processo ainda está no período de testes. Ele não está sendo utilizado oficialmente, mas se tudo correr conforme o previsto, é possível que ele seja implementado. 

Via: TechPowerUp
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  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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