Julian Assange teme ser condenado à morte

Enquanto aguarda a audiência de extradição, marcada para os dias 7 e 8 de fevereiro, Julian Assange teme ser condenado à pena de morte, como indica um documento elaborado pela sua defesa.

O fundador do WikiLeaks foi acusado de abuso sexual contra duas mulheres na Suécia. Após o pagamento de uma fiança estimada em cerca de US$380 mil, Assange vive em regime de prisão domicilar no Reino Unido e nega as acusações, afirmando que são motivadas por interesses políticos.



As denúncias surgiram após o site começar a divulgar alguns dos 250 mil telegramas diplomÁticos dos Estados Unidos. Com isso, algumas empresas como a Visa, Paypal e Mastercard, deixaram de apoiar o projeto e, como consequência, sofreram uma série de ataques de ativistas.

"É sugerido que existe uma possibilidade real de que, se extraditado para a Suécia, os Estados Unidos busquem a sua extradição e/ou transferência ilegal para os Estados Unidos, correndo o risco de ser detido na Baía de GuantÁnamo ou em outro lugar, em condições que podem violar o Artigo 3 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos", argumenta a defesa. "De fato, se o senhor Assange for entregue aos Estados Unidos sem garantias de que a pena de morte não serÁ executada, existe um risco real de que ele possa ser submetido a ela."

De acordo com a BBC, a defesa ainda ressalta que o Assange jÁ foi longamente interrogado, e que ele poderia ser interrogado de novo pela Justiça sueca mesmo estando no Reino Unido, sem precisar ser extraditado, bastando, para isso, utilizar o telefone ou recursos de videoconferência.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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