Créditos: Divulgação / Kit de Imprensa Intel

Intel pretende criar novas fundições próprias de chips para rivalizar com TSMC

O intuito seria suprir toda demanda interna e ainda abastecer outras empresas
Por Daniel Trefilio 24/03/2021 09:17 | atualizado 24/03/2021 13:18 Comentários Reportar erro

Segundo o novo CEO da Intel, Pat Gelsinger, a empresa tem planos de se tornar uma das líderes mundiais em fabricação de chips, rivalizando diretamente gigantes que praticamente dominam o mercado como a TSMC.

Os planos terão foco em fabricar silícios para atender totalmente sua demanda interna além de possivelmente suprir demandas de outras empresas também, modelo similar ao da Samsung, que alimenta linhas de produção internas e produz chips sob demanda para projetos de outras marcas.

Essa intenção da Intel em reforçar a fabricação de silício, mostra a estratégia da empresa no segmento, um mercado com projeções de avaliação em US$ 100 bilhões até 2025.

A atual crise de abastecimento de chips para componentes eletrônicos que abrange desde a cadeia de suprimento de matérias primas até a demanda excessiva, fugindo às projeções, por conta da pandemia de SARS-COV2 que levou muito mais pessoas do que o esperado a procurar componentes eletrônicos dos mais diversos tipos em busca de novas soluções de trabalho e entretenimento.

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Um novo nome de peso como a Intel entrar no mercado de produção de chips pode ser extremamente bem-vindo, inclusive para empresas concorrentes em alguns segmentos de mercado como AMD e Nvidia, que não possuem suas próprias fundições, dependendo exclusivamente do abastecimento de componentes por terceiros, dessa forma, não seria estranho se chips dessas concorrentes no futuro tivessem seus chips fabricados pela Intel.

Além das questões evidentes da alta demanda de componentes, a estratégia da Intel também leva em consideração questões políticas, uma vez que apenas 15% dos chips do mercado são de produção estadunidense, 5% europeia e os outros 80% são majoritariamente produzidos em fundições na Asia. Na tentativa de alterar esse mercado a Intel já possui plantas nos Estados Unidos, Irlanda e Israel, com intenção de expansão para equilibrar o abastecimento de microchips por regiões fora de regiões que muitas vezes acabam passando por sanções tarifárias e até mesmo bloqueios a depender do momento político em que os Estados Unidos se encontram, prejudicando além do abastecimento o preço desses componentes elevando consideravelmente o valor de varejo dos produtos finais.

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Essencialmente, esse custo extra é sempre repassado ao consumidor final, mas essas dificuldades garantir preços interessantes ao consumidor final fatalmente afetam a receita das fabricantes de eletrônicos, criando um ciclo que eventualmente em casos mais extremos poderia afetar inclusive o valor de mercado de algumas empresas no futuro. Ao entrar direto na fabricação dos próprios chips, e podendo alimentar linhas de produções concorrentes, a Intel não apenas teria maior controle do preço de seus produtos, mas fatalmente poderia criar uma queda de preços também de outras marcas por reduzir custos de algumas etapas de suas cadeias de produção.

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Fonte: Intel, PC Gamer
  • Redator: Daniel Trefilio

    Daniel Trefilio

    Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, professor, tradutor e revisor. Nas horas vagas, instalando impressora e formatando PCs desde os tempos que Alone In The Dark era um jogo bom e ocupava 4 disketes. twitch.tv/DanielTPC

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