Um terço de todos os malwares foi criado em 2010

Quando se fala em segurança digital em 2010, logo se lembra do Stuxnet, o engenhoso worm desenvolvido para atingir instalações industriais. No entanto, o ano que passou marcou o surgimento de uma enorme quantidade de softwares maliciosos, que representam nada menos que um terço de todos os malwares do mundo.

Os dados são do laboratório antimalware da Panda Security, que acaba de divulgar seu relatório anual de segurança. Conforme a companhia, em apenas 12 meses, os cibercriminosos criaram 34% de todos os malwares existentes jÁ catalogados pela companhia.


Os trojans dominam o ranking dos novos malwares que surgiram em 2010, totalizando 56% de todas as amostras. A Panda destaca o aumento no número dos falsos antivírus e roguewares que, apesar de existirem hÁ apenas quatro anos, jÁ representam 11,6% de todos os malwares coletados no banco de dados da companhia.


Imagem: Panda Security


O ano da ciberguerra e do ciberativismo
Em 2010, o Stuxnet ganhou destaque como um malware com potencial para dar origem a uma ciberguerra, após inefctar a usina de Bushehr, no Irã e prejudicar a atividade de centrífugas de enriquecimento de urânio. Mas ele não foi o único. A Panda lembra o surgimento de outro worm, "Aqui você tem", criado por uma organização terrorista conhecida como "Brigadas de Tariq ibn Ziyad". De acordo com o grupo, a intenção era ameaçar os Estados Unidos e exigir respeito pela religião islâmica, como resposta à ameaça do pastor norte-americano Terry Jones de queimar exemplares do Alcorão.

Paralelamente, o ano que chegou ao fim também viu o ciberativismo ganhar destaque como um novo fenômeno da Internet, graças à atuação do Anonymous. Não é uma ideia totalmente nova, mas foi manchete em 2010 por causa dos ataques DDoS coordenados a contra sites contrÁrios ao WikiLeaks.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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