Créditos: Divulgação / AMD

AMD pode reaproveitar GPUs exclusivas para Apple em placas de mineração

Atualização de kernel do Linux traz como função "gerenciar gpu navi 12 sem saída de video"
Por Daniel Trefilio Carvalho 14/03/2021 12:57 | atualizado 14/03/2021 17:44 Comentários Reportar erro

A GPU Navi 12, até então exclusiva para sistemas Apple, com arquitetura RDNA 1.0, pode ser reaproveitada em modelos com foco em mercado de mineração de criptomoedas.

A Nvidia já anunciou que planeja lançar GPUs dedicadas a mineração, na intenção de regularizar o mercado das placas de vídeo focadas em soluções gráficas para jogos, e aparentemente a AMD planeja fazer o mesmo reaproveitando projetos de placas de vídeo já existentes, mas com mercado mais limitado. Seria o caso das GPUs Navi 12, que até então só haviam aparecido em projetos exclusivos para sistemas Apple.

O rumor sobre novas placas usando a arquitetura RDNA 1.0, parte de um anúncio de atualizações de drivers kernel AMDGPU para Linux 5.12, que entre outras funções, teria listado gerenciar nova SKU NV12”, sem saída de vídeo, logo sem a necessidade de suporte a VCN (Video Core Next). A placa utilizando a GPU Navi 12, que só chegou ao mercado em modelos AMD Radeon Pro 5600M dedicado a sistemas Apple, por se tratar de uma GPU sem suporte a vídeo, seria um modelo ideal para a mineração de criptomoedas.

A nova Navi 12 não é a primeira GPU da AMD a levantar rumores sobre ser utilizada em placas dedicadas a esse mercado, uma vez que no final de 2020, novamente em notas de drivers para Linux, foram mencionadas GPUs Navi 10, originalmente utilizadas nas placas RX 5700 e RX 5600, mas voltadas para blockchain, também sem saída de vídeo e suporte a VCN.

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MacBook Pro 3D AMD Radeon Pro 5600M

Os possíveis modelos de GPUs AMD Navi10 e Navi12 com RDNA 1.0 seriam ambos uma forma da empresa reaproveitar modelos de chips gráficos antigos para alimentar o ecossistema de mineração, que atualmente representa um enorme fator no gargalo que existe entre os estoques disponíveis de placas de vídeo e o mercado para o qual elas foram inicialmente projetadas, o de jogos.

Ao comparar o incremento de desempenho das placas da série RX 6000 em relação às da série RX 5000, tanto em jogos quando em mineração, o ganho em desempenho gráfico é bem superior ao ganho apresentado em processos de mineração, logo, utilizar GPUs com arquitetura RDNA 1.0 para criar placas dedicadas a esse processo seriam uma saída de fato mais plausível do que utilizar a nova arquitetura RDNA 2.0 para a mesma finalidade.

RDNA 1.0

Ainda que as estratégias de ambas Nvidia e AMD em criar placas dedicadas a processos de mineração seja uma tentativa de ao menos minimizar a dificuldade de acesso às placas voltadas para jogos, justamente por não possuírem qualquer finalidade além da mineração, as placas específicas para esse propósito teriam um valor de revenda bem inferior ao das placas tradicionais, tornando-as um último recurso para quem se dedica a essas atividades.

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A solução ideal seria justamente criar medidas que limitassem o desempenho das GPUs para jogos em processos de mineração, como a Nvidia fez nos novos modelos da RTX 3060, mas considerando que a prevalência de sistemas Linux nas operações com criptomoedas, ser um ambiente de código aberta facilita que a própria comunidade pense em soluções para esses limitadores dependo de como eles forem implementados, tornando esse empecilho uma medida que apenas atrasaria a utilização de placas convencionais.
 

Fonte: PC Gamer, Phoronix
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  • Redator: Daniel Trefilio Carvalho

    Daniel Trefilio Carvalho

    Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, professor, tradutor e revisor. Nas horas vagas, instalando impressora e formatando PCs desde os tempos que Alone In The Dark era um jogo bom e ocupava 4 disketes.

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