Créditos: Reprodução / Gamestop

Estúdio de Disintegration fecha as portas após apenas 5 anos de existência

V1 Interactive não conseguiu emplacar seu único título, mas afirmou que dará suporte a equipe durante recolocação

A desenvolvedora V1 Interactive, encerrou suas atividades um ano após o lançamento de Disintegration, seu primeiro jogo.

O anúncio foi feito pelo perfil oficial da V1 no Twitter, informando o infeliz acontecimento e agradecendo a todas as pessoas envolvidas por ajudaram a tornar os últimos 5 anos “maravilhosos”.

Como já explicitado na mensagem de despedida, a desenvolvedora fundada por um dos diretores de arte da Bungie, Marcus Lehto, que inclusive participou do desenvolvimento da série Halo, encerrou suas atividades com apenas 5 anos de existência, e pouco menos de um ano após o lançamento de seu primeiro título, Disintegration.

Segundo Lehto, também via Twitter, os funcionários da desenvolvedora já sabiam da situação pela qual a mesma estava passando fazia meses e a decisão de encerrar as atividades nesse momento preciso foi justamente para garantir tempo hábil para que a equipe consiga se recolocar enquanto ainda for possível para a V1 dar suporte aos, agora, ex-funcionários.

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O jogo de estreia, e também derradeiro, da V1 misturava elementos de jogos de tiro em primeira pessoa e estratégia em tempo real e por este formato inusitado, além de outros pontos complicados de seu lançamento como o sistema online que teve pouquíssimo tempo de vida, apenas cinco meses, Disintegration teve uma certa dificuldade para encontrar seu público e, após oito meses de seu lançamento, levando a V1 a fechar as portas.

Na análise de Disintegration pela Gamespot, os pontos fortes do jogo combinando elementos de estratégia a ação de ritmo acelerado de um FPS torna a experiência engajante, mas por ter muitos elementos cruciais que dependem direta e totalmente do micro gerenciamento da ação, existem partes da jogabilidade que se provaram mais penosas do que o ideal.

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Disintegration não é o primeiro jogo a trazer esse tipo de mecânica, uma vez que Rainbow Six, Ghost Recon e SOCOM já faziam isso no final dos anos 90 e inicio dos anos 2000, mas em anos recentes esse formato de shooter tático se estabeleceu melhor em um cenário multijogador competitivo, e possivelmente as dificuldades da V1 em manter o serviço online de Disintegration ativo e funcional, foi o que decretou o fim do jogo, repercutindo não apenas no número de vendas, mas principalmente na retenção de jogadores.

Por mais que seja triste o fim de um estúdio, ao menos aparentemente, dessa vez a situação está sendo conduzida de forma aberta e supostamente garantindo aos funcionários que ficaram sem emprego a possibilidade de se recolocar de maneira mais tranquila e organizada que a forma como tudo aconteceu com a Hardsuit Labs.


 

Fonte: Gamasutra, Gamestop
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  • Redator: Daniel Trefilio Carvalho

    Daniel Trefilio Carvalho

    Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, professor, tradutor e revisor. Nas horas vagas, instalando impressora e formatando PCs desde os tempos que Alone In The Dark era um jogo bom e ocupava 4 disketes.

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