Tentativas de roubo de dados marcaram o final do ano

Como as empresas de segurança previam, o final do ano foi pretexto para a disseminação de vÁrias formas de malwares. Durante o mês de dezembro, a ESET notou, por exemplo, dois casos de falsos antivírus que se espalharam rapidamente e tentavam roubar dinheiro do usuÁrio.

O que chama a atenção é a profissionalização crescente desse tipo de software malicioso, com interfaces grÁficas cada vez mais detalhadas e traduzidas em vÁrios idiomas, conforme a companhia.



Esses softwares disparam alertas falsos de infecções na mÁquina do usuÁrio e solicitam a "compra" do software para que a manutenção possa ser feita. "Algumas questões podem indicar que se trata de um falso antivírus, como seu download no computador sem autorização do usuÁrio ou a detecção de uma grande quantidade de códigos maliciosos ao fazer uma anÁlise, sem demonstrar os arquivos infectados", observa SebastiÁn Bortnik, Coordenador de Awareness & Research da ESET América Latina.

Durante o período de fim de ano, o Laboratório de AnÁlise e Investigação da ESET América Latina ainda recebeu uma amostra de um script com o nome Christmas, desenvolvido para roubar licenças de softwares de segurança. Para cumprir seu objetivo, o código malicioso criava uma série de pastas com nomes normalmente utilizados por programas de compartilhamento de arquivos peer-to-peer, as quais armazenavam e compartilhavam arquivos com nomes referentes às licenças guardadas no HD.

Ainda aproveitando a véspera de Natal, um hoax – e-mail que circula massivamente com informações falsas – circulou com a função de coletar dados de contas de e-mail vÁlidas para fins maliciosos. O tema das mensagens era a promessa de prêmios de mil dólares em comemoração às festas de fim de ano. Para receber o suposto prêmio, era preciso acessar um link que, na verdade, permitia ao criminoso virtual validar uma conta ativa do Facebook e continuar propagando a ameaça por meio de mensagens no mural.

No ranking de propagação de ameaças do mês, no entanto, o primeiro colocado foi o INF/Autorun, com 6,32% do total de detecções. O malware é utilizado para executar e propor ações automaticamente quando uma mídia externa ou dispositivo USB é conectada ao equipamento. JÁ o Win32/Conficker desce no ranking após dez meses na primeira posição e acumula 4,61% do total de detecções.


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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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