Créditos: Reprodução/4GNews

Intel retoma fatia do mercado de desktops e notebooks depois de três anos de crescimento da AMD

Empresa foi mais eficiente em lidar com a alta demanda no período de pandemia

[+errata]: Foram feitas correções no título e no texto dessa postagem. Originalmente ela afirmava que a AMD teria maior participação de mercado nos últimos três anos. A informação correta é que ela vinha ganhando participação de mercado nos últimos três anos.

A AMD vem em uma crescente relevante desde a renovação de seu portfólio de produtos baseados na nova tecnologia Zen, introduzidos em 2016 com os AMD Ryzen. Como resultado, nos últimos três anos, a empresa vinha ganhando participação de mercado frente a rival Intel, e de acordo com relatórios da Mercury Research, o último trimestre de 2020 a Intel quebrou essa sequência e reconquistou participação de mercado.

Ironicamente, isso não quer dizer que a AMD está se saindo pior em vendas, pelo contrário. Quem está acompanhando os relatórios financeiros da AMD percebeu que a empresa vem em altas históricas. O faturamento nunca antes foi tão alto, assim como a taxa de crescimento no mercado. Porém mesmo com essa sequência positiva, a demanda criada pela pandemia fez com que os suprimentos da empresa fossem insuficientes para abastecer o mercado.

Em um momento de alta demanda, a Intel se mostrou mais eficiente em abastecer o mercado com produtos e enquanto os computadores e notebooks baseados em AMD Ryzen começavam a sumir das prateleiras, a Intel foi capaz de entregar mais unidades para abastecer a alta demanda.

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A AMD produz a tecnologia de seus chips, mas não os fabrica. Ela usa o processo da empresa de semicondutores TSMC. A Intel, por sua vez, conta com a sua própria fabricação, não dependendo de parceiros externos para a produção de seus processadores. Isso deu uma larga vantagem para os Intel Core. Em parâmetros gerais, ambas as empresas tiveram um excelente rendimento. Porém, em um momento de alta procura, o maior volume de fabricação da Intel fez com que a empresa tirasse mais benefícios do atual momento do mercado, e com isso ela aumentou sua participação de mercado depois de anos de retração.

A demanda por computadores e notebooks aumentou muito na pandemia, e a Intel foi mais eficiente em lidar com a alta demanda

A disponibilidade de chips AMD vem sofrendo alta pressão pela alta demanda vindo de outros setores, como os consoles de nova geração. A expectativa é de escassez até metade do ano, nas projeções atuais. Em contrapartida, a Intel passou por problemas de disponibilidade em 2019, porém ampliou sua capacidade produtiva e está conseguindo lidar melhor com a procura elevada durante esse período, e com isso está aproveitando mais as oportunidades desse mercado bastante aquecido.

Via: Tom's Hardware, Guru3D
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  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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