Créditos: DualShockers

Gabe Newell trabalha para criar interface direta entre games e o seu cérebro

Valve investe em desenvolver uma BCI aberta para desenvolvedores de jogos

Gabe Newell, fundador da Valve e dono da Steam, está empolgado com a possibilidade de usar nossos cérebros para interagir diretamente com os games no futuro. É por isso que ele está trabalhando com diversas fabricantes de headsets OpenBCI para criar um software open source e incentivar desenvolvedores a pensarem nas possibilidades do recurso para jogos do futuro.

BCI é a sigla para brain-computer interface, ou, interface entre cérebro e computador. A tecnologia atualmente é amplamente utilizada no auxílio de pessoas com limitações motoras e outras restrições do corpo. Usando uma BCI torna-se possível a essas pessoas controlarem máquinas e se comunicarem usando diretamente os sinais de seus cérebros.

Mas Gabe Newell enxerga na tecnologia amplas possibilidades para o futuro dos games. Tanto que ele considera que este é um caminho para tornar as experiências virtuais muito mais interessantes do que viver no mundo real, assim como ele afirmou em entrevista recente ao 1 News, na Nova Zelândia.

Jogadores de Cyberpunk 2077 que hackeiam o cérebro de seus inimigos para incapacitá-los à distância já devem estar se perguntando sobre a questão da segurança envolvendo usar uma BCI de maneira tão difundida. O dono da Valve, inclusive, não ignora essa possibilidade.

"Ninguém vai querer falar 'ei, lembra do Bob? Lembra como o Bob foi hackeado por aquele malware russo? Aquilo foi péssimo... Ele ainda tá correndo pelado pelas florestas?'. As pessoas vão ter que ter muita confiança de que esses sistemas são seguros e que não terão riscos contra a saúde a longo prazo."

"Ninguém vai querer falar 'ei, lembra do Bob? Lembra como o Bob foi hackeado por aquele malware russo? Aquilo foi péssimo... Ele ainda tá correndo pelado pelas florestas?'. As pessoas vão ter que ter muita confiança de que esses sistemas são seguros e que não terão riscos contra a saúde a longo prazo."

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Apesar da piadinha, Newell não se aprofundou em como seriam essas medidas de segurança, já que toda tecnologia atual é suscetível a malwares e até os mais graves deles não afetam diretamente o cérebro do usuário.

Newell está empolgado com o futuro da tecnologia, mas não devemos ver nenhum produto final tão cedo. Não por limitações, pelo contrário, mas segundo ele as pesquisas estão num momento em que avançam muito rapidamente. Para criar um produto agora, ele já estaria defasado até passar pelo demorado processo de comercialização.

Via: The Verge Fonte: 1 News
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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