Créditos: Montagem: Adrenaline

Cyberpunk 2077: testamos a gambiarra pra Ryzen (e funciona)

Testamos a modificação no código para melhorar o uso de CPU AMD

Recentemente publicamos um post sobre um "jeitinho" de melhorar a performance do Cyberpunk 2077 em processadores Ryzen. Como não está sendo fácil rodá-lo, qualquer ganho de desempenho é bem-vindo, então decidimos testá-lo. E sim, temos coisas interessantes aqui.

Parece algo de errado no uso de alguns modelos Ryzen, que não parece ter afetado a linha 5000, que está com a performance esperada, mas que parece afetar o popular Ryzen 5 3600 que, normalmente, esperamos que esteja no mesmo patamar de performance do Core i5-10400, mas em nossos testes está levemente abaixo.

Como estamos preparando um vídeo com um PC intermediário rodando Cyberpunk, colocamos em ação justamente o Ryzen 5 3600 combinado com uma RTX 2060, e aproveitamos a oportunidade para investigar esse "patch" improvisado pela comunidade.

 

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A modificação envolve mudar uma parte do código do jogo, algo que descrevemos nesse link. Ele parece melhorar o uso de threads, como fica evidente no uso médio de cada núcleo lógico ao longo do teste, com destaque para o Thread 4 que tem um verdadeiro salto de aproveitamento.

Mas é claro que ninguém quer aumentar uso de CPU. O que queremos é ganho de performance, e eles existem. O impacto é notável tanto na média de quadros, que é algo positivo, mas principalmente no percentil, melhorando as taxas de quadros mais instáveis. Isso é muito importante, pois quanto mais alto o 1%, maior a fluidez do gameplay e mais confortável é a jogatina.

Analisando o tempo de produção de cada quadro vemos que a melhoria impacta todo o teste, e também ajudou a evitar um stuttering que rolou na parte final, a de maior demanda desse teste. Sempre bom lembrar: frametime, quanto menor, melhor, quer dizer que a placa está levando menos tempo para renderizar o quadro. E também, quanto mais estável a linha, melhor.

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Com frametime mais baixo, também não temos surpresa que a média de quadros também é melhor.

Mas nem tudo é positivo. Essa modificação sabotou completamente a performance do Ray Tracing. A RTX 2060 tem condições de rodar efeitos RT em FullHD, quando combinada com a tecnologia do DLSS. Mas, como vocês verão em nosso gameplay que sai em breve, a modificação destruiu a performance desse sistema, rodando abaixo dos 30fps trechos que já havíamos testado e que eram viáveis com RT.

Isso coloca o jogador em uma "sinuca de bico", se tem um Ryzen e quer habilitar o RT e tem um Ryzen. Habilitar a gambiarra sobe o uso de CPU e melhora a taxa de quadros e estabilidade, mas acaba com o desempenho em Ray Tracing. Não fazer a modificação torna viável jogar com RT, mas faz a taxa de quadro e a estabilidade piorar devido ao péssimo uso do processador no estado atual do jogo. 

A solução, no momento, é abrir mão do RT. Os usuários pagaram caro para ter esse recurso (o preço das placas de vídeo subiu muito a partir da série RTX 20) e é péssimo abrir mão de uma das "contrapartidas" desse aumento, mas acredito que a experiência em taxas superiores e mais estáveis é melhor que o traçamento de raios. E felizmente nem tudo se perde: o DLSS não pareceu ser afetado então dá pra ir longe em ajustes gráficos (a RTX 2060 faz 1440p em qualidade alta). Também dá para esperar o lançamento da versão 1.0 de Cyberpunk 2077, com todas as correções feitas adequadamente, não via gambiarra feita pelo público para resolver esse jogo quebrado.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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