Symantec antecipa principais ameaças de 2011

O ano que estÁ terminado foi marcado pela alavancada no mercado dos dispositivos móveis, com a introdução do iPad e outros tablets que seguiram a tendência e o aumento da concorrência entre os smartphones. Com isso, esses aparelhos tornam-se alvos em potencial para cibercriminosos.

A McAfee jÁ alertou que os ataques contra as plataformas da Apple, companhia por trÁs do iPad e do iPhone 4, devem aumentar em 2011. Mas esses não serão os únicos sistemas afetados. A Symantec vai além e afirma que os aparelhos portÁteis podem se tornar a "principal fonte de perda de dados confidenciais", como prevê o country manager da companhia no Brasil, Wagner Tadeu.


Para o executivo, os dispositivos estão cada vez mais sofisticados e apenas algumas plataformas móveis estão liderando o mercado, o que deve motivar novos ataques. Com isso, as organizações precisarão cumprir regulamentações para assegurar a privacidade e evitar a perda de dados. "Em 2011, veremos as organizações adotarem uma abordagem mais proativa para proteção de dados, com a adoção de tecnologias de criptografia para cumprir os padrões de conformidade e evitar pesadas multas e danos à marca que podem ser causados pela violação de dados", afirma Tadeu.

As tendências em segurança para o próximo ano não param por aí. No rastro do Stuxnet, outros malwares devem aproveitar vulnerabilidades zero-day, atingir infraestruturas críticas e realizar ataques motivados por política. "Este ano, observamos todo estrago causado pelo Stuxnet, o primeiro worm capaz de afetar o mundo físico. Este fato marca a história da segurança da informação que entra em uma nova era, a da espionagem e sabotagem cibernéticas", diz o executivo. Ele lembra que a Symantec acredita que o worm, que afetou o funcionamento de centrífugas de enriquecimento de urânio no Irã, é "apenas a primeira forte indicação de tentativas que alguns podem chamar de guerra cibernética".

A companhia alerta que, com a chegada do novo ano, tanto as pessoas quanto as empresas devem estar cientes dos riscos do mundo virtual e nunca deixar de atualizar os softwares de segurança, além de implantar soluções mais complexas que operam em múltiplas camadas, uma vez que apenas o antivírus convencional não é mais o suficiente para barrar as novas ameaças.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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