Créditos: Kabum

Rocket Lake a 5.5GHz pode ser a resposta da Intel contra o Ryzen R9 5950X

Processador aparece no Cinebench R20 com pontuação maior do que o rival

Um vazamento de resultados de performance do teste de benchmark do Cinebench R20 indica que a Intel estaria se preparando para retomar a dianteira no desempenho em games com futuros processadores Rocket Lake. E o "segredo" para isso seria um clock elevadíssimo de 5.5GHz no boost.

A informação está sendo divulgada pelo PC Gamer, em cima de resultados relatados pela conta CapFrameX no Twitter. O tweet, minimalista como costumam ser esses vazamentos, diz apenas "pontuação do Cinebench 20", e indica o Rocket Lake pontuando 655 pontos, o que o coloca levemente na frente do Ryzen R9 5950X, que teria conquistado 649 pontos.

Pra alcançar essa pontuação, o site relata que o Rocket Lake novo alcança os 5.5GHz, que é um tanto consideravelmente maior que os 4.9GHz do boost no Ryzen R9 5950X

O Cinebench não é bem um benchmark voltado para a performance em jogos, mas seus testes de núcleos individuais são interessantes para se traçar um paralelo com os games, já que esse tipo de software não escala tão bem com contagens muito altas de núcleos. Pode ser até esse um dos motivos da Intel escolher puxar mais energia para seu futuro Rocket Lake e deixá-lo nos oito núcleos mesmo. O processador tem uma contagem de núcleos menor que o rival Ryzen mais parrudo, mas a Intel parece estar buscando poder falar que está na frente em jogos.

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A arquitetura do Rocket Lake seria baseada na Sunny Cove presente em notebooks, mas voltando dos 10nm para os 14nm. Essa decisão traria a vantagem de elevar os clocks para os números altos que possibilitaram essa suposta pontuação no Cinebench R20, mas a desvantagem é o grande consumo de energia e a limitação da contagem de núcleos. Enquanto os novos Rocket Lake mais avançados poderão se gabar de ficar alguma pontuação na frente em games, em outras aplicações eles provavelmente não terão muita chance contra os Ryzen alcançando 12 ou até 16 núcleos.

A Intel parece querer se manter relevante em performances single-core e em games enquanto se prepara para resolver seus problemas com 10nm e avançar nas gerações de litografias mais avançadas.

Fonte: PCGamer
  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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