Relatório traz novas pistas sobre o caso Stuxnet

Um novo relatório volta a por fogo na polêmica em torno do worm Stuxnet, suspeito de tentar sabotar centrífugas de enriquecimento de urânio no Irã.

O relatório, divulgado pelo Institute for Science and International Security (ISIS), indica que os comandos presentes no Stuxnet tinha como intenção aumentar a frequência dos aparelhos infectados, coincidindo com a frequência utilizada nos rotores de enriquecimento da usina iraniana.

Os rotores da usina em Natanz operam normalmente em 1,064Hz, podendo chegar a 1,070Hz. Os ataques do Stuxnet, segundo o relatório do ISIS, fizeram com que os aparelhos aumentassem para 1,410Hz, frequência próxima do limite que os rotores, fabricados em alumínio de alta resistência, suportam.


O presidente Mahmoud Ahmadinejad, confirmou que as centrífugas foram sabotadas através de um software malicioso

O que chama a atenção é que o malware manteve os rotores trabalhando nesta velocidade por 15 minutos, e depois fez com que os aparelhos retornassem a velocidade de operação padrão. Nos 27 dias seguintes, o worm não fez mais nenhuma mudança no sistema.

Durante o período que manteve o sistema trabalhando acima da velocidade segura, o Stuxnet desabilitou todas as mensagens de avisos e travas que alertariam o aumento da frequência de operação.

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O relatório não conclui que o ataque foi direcionado ao Irã, jÁ que estas frequências de operação são as mesmas utilizadas em outros países, como Alemanha e Turquia, mas traz mais indícios de que o worm pode ter como função a sabotagem industrial, jÁ que as frequências de operação reprogramadas pelo Stuxnet aumentam o risco de falhas e até mesmo poderiam causar a quebra das centrífugas.

Quer saber mais sobre o Stuxnet? Veja o especial produzido pelo Adrenaline: Stuxnet: do que ele realmente é capaz?

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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