Créditos: Reprodução/3DNews

Ryzen 9 5900X aparece funcionando em uma placa-mãe A320 da ASRock

Oficialmente, a série 300 não trará suporte aos novos processadores da AMD

Na apresentação oficial dos novos processadores Ryzen 5000, a AMD confirmou que a nova linha baseada na arquitetura Zen3 poderá ser aproveitada nas placas-mãe com chipset da série 500 e 400, essa última através de uma atualização de BIOS que estará disponível em janeiro de 2021.

Já a série 300, lançada em 2017, não trará oficialmente o suporte a essa nova leva de CPUs. Entretanto, parece que alguns usuários estão encontrando formas para que os novos Ryzen 5000 funcionem em algumas placas-mãe com os chipsets A320, B350 ou X370.

Recentemente, um usuário do fórum Chiphell publicou algumas fotos do que seria um Ryzen 9 5900X, processador de 12 núcleos e 24 threads, rodando em uma placa-mãe ASRock A320M-HDV R4.0. Nas imagens, é possível ver a CPU sendo reconhecida pela BIOS (possivelmente modificada pelo usuário) da placa-mãe e também pelo software CPU-Z.

Custando cerca de US$ 65 no exterior, o modelo A320M-HDV R4.0 da AsRock é um dos mais simples disponíveis da marca no mercado, contando, por exemplo, com um sistema simples de fornecimento de energia de seis fases. Apesar disso, no site oficial da placa, é fabricante garante que essa placa traz suporte até mesmo para um Ryzen 9 3950X.

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Obviamente, apesar de trazer suporte para esses processadores mais "parrudos", não é recomendado utilizar essa combinação de placa-mãe e CPU, visto as limitações de desempenho que podem ocorrer por conta do sistema de VRMs e alimentação. Outro problema estaria no suporte ao PCI Express 4.0, que não estaria disponível a essa série de placas.

Porém, esse não é único caso onde é reportado o funcionado dos processadores baseados em Zen3 em placas da série 300. Outro usuário, dessa vez no fórum do site Overclock.net, afirma ter evidências irrefutáveis que as CPUs Ryzen 5000 estão funcionando em uma placa-mãe da Gigabyte com chipset X370.

Essa placa-mãe estaria supostamente com uma firmware beta com código AGESA que traria suporte aos processadores Zen 3, porém, não trouxe provas como imagens de seu reconhecimento na BIOS. 

Limitações no tamanho das BIOS seriam o principal culpado pela falta de suporte da série 300 aos novos Ryzen 5000

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Durante o lançamento da linha Ryzen, a AMD prometeu na época que levaria o suporte de todos os processadores lançados até 2020 para todas as placas-mãe lançadas que contassem com socket AM4. Porém, ao longo dos anos, essa promessa começou a ficar cada vez mais difícil de ser cumprida por certas limitações das placas-mãe.

O principal empecilho estaria ligado ao chip SPI ROM de diversos modelos das gerações passadas. Com os vários lançamentos de APUs e processadores que ocorrem anualmente por parte da AMD, as fabricantes começaram a encontrar muitas dificuldades de incluir os códigos de todos os Ryzen na BIOS e no pequeno chip SPI ROM.

Para contornar essa situação, muitas das fabricantes que desenvolvem placas-mãe com o chipset da AMD optaram por lançar novas BIOS que retiram o suporte de alguns processadores antigos e que são pouco utilizados pelos usuários. Processadores como as APUs Athlon ou os A10 Bristol Ridge tiveram seus suportes ao AM4 retirados em vários modelos, assim, abrindo espaço para a adição dos códigos para os Ryzen 3000, por exemplo.

No fim, caso tenha dúvidas sobre quais processadores são suportados por uma placa-mãe, a recomendação é sempre verificar o suporte através da lista disponível no site oficial da fabricante.

Fonte: Tom's Hardware
  • Redator: Pedro Henrique

    Pedro Henrique

    Formado em Informática e tecnólogo em Jogos Digitais, amante de games (principalmente os de corrida), curte uns hardwares e assim como Pink e o Cérebro, buscando o plano para dominar o mundo.

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