Créditos: EveryEye

Epic e Apple concordam em ter seu processo julgado por um juiz, não pelo júri

Apesar de seus apelos ao público, Epic acaba preferindo não envolver um júri popular

Apple e Epic concordaram em seguir sua briga judicial envolvendo apenas autoridades, dispensando a alternativa de terem o caso julgado por um júri popular. A decisão foi divulgada nessa semana, no dia 1 de outubro.

Aparentemente, a Apple tinha a intenção de optar pelo júri popular para o julgamento do caso, mas na última audiência entre as duas empresas, mediada pela juíza Yvonne Gonzalez Rogers, as companhias entraram num acordo a favor de um julgamento fechado. A decisão inclusive contraria sugestão da juíza Rogers, que tinha argumentado que um júri popular seria benéfico para entender a opinião das pessoas, já que este é um caso importante para a legislação anti-truste dos EUA.

Chama a atenção o fato da Epic não querer um júri popular depois de realizar tantas campanhas para mover a opinião pública a seu favor - criando até um comercial parodiando a Apple e se colocando como vítima. Por mais que a empresa tenha crescido e por mais esmagador que seja o sucesso de Fortnite, talvez ela ainda se preocupe com o tamanho da Apple não apenas no mercado, mas também no imaginário popular. 

O motivo da Apple ter acatado a decisão da Epic também não fica claro, mas ainda no campo da especulação, é provável que a empresa não queira aumentar ainda mais a exposição do caso e acabar sendo percebida como a "vilã" da história pelo público.

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O processo movido entre as empresas se refere ao fato de que Fortnite foi banido da App Store depois da Epic, propositalmente, furar seu acordo de permitir apenas compras pela loja da Apple dentro do jogo em forma de protesto. A dona do game tem argumentado que sua medida é uma tentativa de quebrar o monopólio da maçã, o que tem sido bem recebido por uma parcela grande do público. Mas ainda há uma grande quantidade de pessoas que não vê possibilidade da Epic ganhar, uma vez que ela quebrou o contrato de propósito e, por mais que a empresa diga que é por uma boa causa, a medida ainda pode ser percebida apenas como uma maneira de lucrar mais com o jogo.

O caso provavelmente vai para suas próximas audiências em julho de 2021, e no momento está bem difícil chutar quem vai sair na vantagem.

Fonte: WCCFTech
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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