Número de malwares para smartphones cresce 33%

O ano de 2010 marcou o maior aumento da história no número de malwares específicos para smartphones, em um acréscimo de 33% em relação ao ano passado, de acordo com uma pesquisa da AdaptiveMobile, empresa especializada em segurança móvel.

Em relação aos sistemas operacionais, o Android foi o que registrou o maior crescimento das ameaças, que foram quatro vezes mais numerosas que em 2009. A boa notícia, conforme o estudo, é que, mesmo assim, o número total de malwares para o sistema do Google é menor do que os existentes para plataformas mais antigas.



Os dados foram coletados através da anÁlise do trÁfego da base de consumidores da companhia e de estatísticas de parceiros desenvolvedores de antivírus. A pesquisa ainda mostra que aparelhos rodando aplicações baseadas em Java ficaram em segundo lugar no ranking de aumento das ameaças, registrando um número 45% superior ao do ano passado. Malwares para dispositivos móveis baseados em Windows também cresceram, em uma taxa de 7%. Por outro lado, o número de códigos maliciosos para iOS e Symbian caiu, embora a companhia não tenha esclarecido os números.

"Com a popularidade cada vez maior dos smartphones, 2010 foi sem dúvida o ano que os fraudadores voltaram suas atenções para as plataformas móveis", avalia Gareth Maclachlan, COO da AdaptiveMobile. "A maioria dos consumidores estão cientes da ameaça dos vírus baseados em PC, das mensagens de spam e do phishing, mas muitos ainda não conhecem os riscos associados com seus dispositivos móveis", lembra.

Para a companhia, não só o número de malwares deve aumentar, como também a complexidade dos seus procedimentos. Enquanto a maioria das ameaças existentes afeta o recurso de SMS, voz, e-mail ou web, o próximo ano deve marcar o surgimento das "ameaças compostas", ou seja, golpes inteligentes desenvolvidos para explorar múltiplas capacidades do aparelho para garantir a mÁxima vantagem para os criminosos sem o consentimento da vítima.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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