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Mercado de computadores está em baixa, mas os entusiastas crescem 90% ao ano

Novo estudo da IDC Brasil mostra que a alta do dólar está afetando diretamente as vendas

Um novo estudo da IDC Brasil mostra que o mercado de computadores caiu 12,6% no segundo trimestre de 2020. O ano começou favorável para o mercado de computadores, tendo um crescimento em mais de oito anos estagnado. As vendas favoráveis não se manteve. As vendas, principalmente no ramo de PCs domésticos, diminuíram. No entanto, o ramo educacional parece se manter em alta, assim como os equipamentos de alto desempenho, como os gamers, por exemplo.

Com a adaptação das pessoas ao home office e homescholing as vendas tiveram um aumento no início da pandemia, o que não permaneceu no segundo trimestre. Entre os principais motivos para a queda, indicados pela pesquisa, é o aumento do dólar, que encarece os produtos.

Comparado as ao mesmo período do ano passado, as vendas gerais de computadores caiu quase 13%. Ao todo, o IDC Brazil PCs Tracker 2Q2020, computou 1.265 milhão de computadores vendidos entre abril, maio e junho. Isso significa que foi 183 mil a menos do que no 2º trimestre de 2019 e 205 mil menos do que no 1º trimestre deste ano.

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Em geral, as vendas de PCs - tanto notebooks como desktops -, caiu. Apesar disso, parece que as pessoas continuam adaptando seus equipamentos para estudar. Isso porque o setor educacional cresceu 11,2%, no segundo trimestre, comparado também ao mesmo período do ano passado. Outro setor que aumenta cerca de 90% ano a ano é o de equipamentos de alto desempenho, ou entusiastas. 

"O que chamou atenção foi o crescimento de 90% (ano a ano) de máquinas de alto desempenho. Apesar de ainda representarem nichos de mercado, gamers, editores de arte, fotógrafos, arquitetos etc., que precisam de máquinas de alta performance, com maior poder de processamento, compraram 92 mil notebooks e 20,4 mil desktops"
- Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado

"O que chamou atenção foi o crescimento de 90% (ano a ano) de máquinas de alto desempenho. Apesar de ainda representarem nichos de mercado, gamers, editores de arte, fotógrafos, arquitetos etc., que precisam de máquinas de alta performance, com maior poder de processamento, compraram 92 mil notebooks e 20,4 mil desktops"
- Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado

Com as vendas baixas, os preços parecem subir cada vez mais. Para ter uma melhor comparação, é possível ver a média de preços aplicados para PCs entre abril, maio e junho de 2019. Neste período um desktop custava, em média, R$2.150, e um notebook R$2.670. Hoje os valores médios de um desktop está em cerca de R$3.600, já um notebook está sendo encontrado por valores entre R$4.342,45. Isso representa altas de 67,8% e 62.6%, respectivamente.

Para os próximos meses, a previsão da IDC Brasil para o mercado de computadores é de crescimento pequeno. Os analistas estimam que o próximo trimestre cresça entre 1,2% até 3,5%, no 4º trimestre de 2020.

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  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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