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Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Empresa tem plano para que o atendimento seja mantido

Os funcionários dos Correios entraram em greve ontem, 17 de agosto, a partir das 22 horas. A paralisação deve continuar por tempo indeterminado.

A greve é um protesto contra a retirada de direitos, a privatização da empresa e a ausência de medidas de proteção para os trabalhadores na pandemia, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares).

De acordo com a entidade, 70 cláusulas com direitos foram retiradas do acordo entre os funcionários e empresa Correios, que estaria vigente até 2021. -esse documento foi revogado em 1 de agosto. Descartes incluem os 30% de adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte, auxílio para filhos com necessidades especiais e pagamentos como adicional noturno e horas extras.

Em nota oficial, os Correios afirmam ter um Plano de Continuidade de Negócios para que o atendimento seja mantido. No entanto, é bastante possível que a entrega de correspondências, encomendas e faturas demorem mais para chegar nessa "situação adversa". Também afirmam que "não pretendem suprimir direitos dos empregados".

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"A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida [...] Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos." - Nota oficial dos Correios.

"A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida [...] Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos." - Nota oficial dos Correios.


Direito do Consumidor

No caso de compras e encomendas, as empresas que entregam pelos Correios são responsáveis por encontrar outra forma para que os produtos sejam entregues no prazo contratado. Se o cliente for o responsável pela contratação dos Correios, ele(a)  tem o direito a ressarcimento ou abatimento do valor pago, além de poder ir à Justiça pedir indenização caso haja dano material ou moral provocado.

As companhias que enviam faturas/documentos de cobrança por correspondência também devem oferecer outra maneira destas chegarem ao destinatário. Caso não receba os boletos bancários e faturas por conta da greve, o cliente deve entrar em contato com a empresa credora, antes do vencimento.


Os Correios informaram que estão cientes da greve nos estados do Amapá, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, além dos municípios de Santos (SP), no Vale do Paraíba (SP) e em Brasília. Funcionários do Rio Grande do Sul também já aderiram à paralisação.

Via: Mundo Conectado
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  • Redator: Saori Almeida

    Saori Almeida

    Saori Almeida é natural do Rio Grande do Sul, técnica em administração formada pelo Centro Tecnológico de Caxias do Sul (CETEC) e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Gosta da cultura asiática e nerd no geral e tem interesse crescente por tecnologia e games desde pequena - gosto que se intensifica diariamente na redação.

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