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Intel deve migrar para litografia de 7nm apenas em 2022

Novo relatório fiscal indica que o processo deve atrasar mais seis meses

A Intel está finalmente chegando no processo de 10nm, mas parece que a litografia de 7nm só será alcançada em 2022. Segundo um novo relatório do trimestre fiscal, a empresa segue atrasada para fazer o aprimoramento do processo de fabricação de seus hardwares, se mantendo atrás em relação à sua principal concorrente em processadores, a AMD

Os resultados do segundo trimestre da empresa falam que "o tempo do produto de CPU baseado em 7nm da empresa está mudando aproximadamente seis meses em relação às expectativas anteriores". Isso porque a empresa está em um "modo de defeito". Mudando em seis meses indica que o processo irá demorar mais meio ano, em relação as expectativas iniciais. Isso indica que, se o tempo de atraso se confirmar, a Intel só terá hardwares em 7nm em 2022. 

A Intel admite que está atrasada no processo, informando que está há cerca de um ano atrás do que era esperado em seus planejamentos internos. Atualmente, os processadores da empresa mais avançados nesse aspecto são desenvolvidos pelo processo de 10nm++, de terceira geração. O lançamento da 11ª geração Tiger Lake deve acontecer em breve e, trará os gráficos Xe para notebooks.

Em comparação, a AMD segue estável em seu processo de 7nm, que se mostra mais eficiente que os melhores modelos lançados pela Intel. A sua linha de processadores Ryzen 4000 já conta com a tecnologia aprimorada e está chegando ao mercado. Há ainda a projeção de que a quarta geração dos Ryzen já seja desenvolvida em 5nm.

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Se o cronograma da AMD correr conforme o esperado, a empresa deve se manter à frente da Intel pelas próximas gerações. Enquanto a empresa liderada por Lisa Su está estudando o processo de 5nm, a sua concorrente ainda está procurando resolver os problemas da litografia que ela já está estabilizada.

O novo relatório confirma alguns rumores que indicavam ainda mais atrasos para a Intel. A empresa está enfrentando diversos problemas para fazer a migração e, parece que os engenheiros estão trabalhando para conseguir entregar o processo o mais cedo possível. 

Apesar do atraso para a mudança de litografia, os relatórios fiscais da Intel seguem positivos. A principal fonte de receita ficaram com os processadores para PCs (tanto desktop como notebooks). A fabricante parceira Client Computing Group registrou um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 9,50 bilhões em receita. A estimativa do aumento é a demanda por estações de trabalho home office, devido a pandemia de Covid-19. 

O problema para mudança de litografia não afeta somente a Intel, como também toda a indústria. Isso porque forma um gargalo nos produtos disponíveis no mercado, ficando a cargo de poucas fabricantes. O site The Verge fala que podemos esperar que as próximas gerações ainda sejam feitas no processo de 10nm++.

Via: The Verge
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  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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