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Veja como é o desempenho do PC da Huawei driblando embargos americanos

Huawei desenvolveu um PC com hardwares próprios e sistema operacional chinês

Um canal chinês do YouTube testou um computador totalmente desenvolvido pela Huawei. O modelo usado apresentava um processador Kunpeng 920 de 7nm, com um total de oito núcleos e oito threads, com uma placa-mãe D920S10, própria da empresa. Embora apresente resultados médios, durante toda a análise é comentado sobre a falta de um ecossistema para o PC. Isso porque a loja de aplicativos (que é paga separadamente) não tem suporte para a maioria dos softwares comuns, usados no dia a dia.

A grande reclamação durante todo o vídeo é a falta dos sistemas compatíveis com os hardwares. Embora o desempenho seja suficiente para um escritório, por exemplo, ele não tem suporte nem para o pacote Adobe. Isso dificulta a usabilidade, uma vez que terá capacidade para as funções, mas não pode desempenha-las.

Esse sistema desenvolvido é mais uma resposta da fabricante chinesa à ordem restritiva assinada por Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. As relações comerciais entre empresas estadunidenses e a Huawei foram proibidas, o que obrigou a chinesa encontrar soluções para suprir os produtos que antes eram feitos pelos parceiros norte-americanos.

Até então, os semicondutores estão conseguindo passar por alternativas. A grande dificuldade que está sendo enfrentada pela empresa são em seus sistemas operacionais. Tanto para os dispositivos mobile - que anteriormente usavam o Android, desenvolvido pela Google -, como para os seus PCs Windows. Durante a análise do seu computador pelo canal do YouTube isso fica evidente.

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O processador Kunpeng usa a arquitetura ARM. Devido a isso, o sistema está limitado à execução do sistema operacional UOS de 64 bits, produzido na China, que é amplamente modificado baseado em Linux. A apresentadora do vídeo não menciona problemas com esse sistema operacional. Ela diz que a interface é intuitiva e funciona sem problemas. Ele tem capacidade para rodar imagens em até 4K em 60 Hz. A placa de vídeo que integra esse PC é uma Yeston RX550.

O vídeo destaca que foi necessário pagar a taxa de 800 Yuan extra (aproximadamente US $ 115, ou R$ 600 em conversão direta) para ter acesso à loja de aplicativos. Mesmo com o preço consideravelmente alto para a função, que geralmente já é integrada aos sistemas, essa loja é insatisfatória. Isso porque não há suporte para softwares de 32 bits, o que exclui uma série de funcionalidades comuns.

Para checar a capacidade do processamento, foi executado um teste Blender BMW, que foi concluído em 11 minutos e 47 segundos. Isso é um tempo significativamente mais lento que a maioria dos chips modernos. Em geral, o equipamento apresentou uma boa resposta de vídeos em 4K, mas teve dificuldades em algumas tarefas. Segundo a apresentadora do vídeo, ele é indicado para trabalhos leves de escritórios.

Esse equipamento foi adquirido pelo canal que apresentou o vídeo por 7.500 Yuan, que é aproximadamente US$ 1.060, convertendo diretamente. O vídeo original, que é a fonte desta publicação, pode ser visto abaixo. Ele é em chinês.

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Via: Tom's Hardware
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  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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