Créditos: TecLab (China)

Ryzen 7 4700GE aparece em testes de benchmark com latências tão baixas quanto 47,6 ns

APUs Renoir devem mostrar grande evolução das latências devido ao seu design monolítico

Supostos resultados de benchmark para um Ryzen 7 4700GE vazaram na publicação chinesa TecLab (não confundir com o site brasileiro de mesmo nome). Os números mostram o desempenho da futura APU baseada em núcleos Zen 2 de 7nm com arquitetura "Renoir", que deve suceder a "Matisse" no segmento. O principal destaque do vazamento fica por conta da baixíssima latência das memórias alcançada pelo modelo, chegando em apenas 47,6 ns quando pareado com memórias DDR4-4233 em dual channel numa ROG Crosshair VIII Impact X570.

A baixa latência pode ajudar a explicar os números de cache para o Ryzen 7 4700GE, que são bem menores que seus antecessores. A APU Renoir deve vir com apenas 4MB, um quarto dos 16MB encontrados em outros modelos Zen 2 já lançados. Para critério de comparação, um Ryzen 9 3900X pareado com memórias semelhantes, deve oferecer números de latência entre os 60 a 70 ns.

Segundo o TechPowerUp e VideoCardz, a grande diferença de latência pode ter sido obtida graças ao design monolítico do Ryzen 7 4700GE baseado em Renoir, diferente dos modelos Matisse que usam tecnologia MCM para "juntar" dies diferentes num mesmo produto - o que explica também seus números bem maiores de cache. A "cola" usada pela AMD para juntar seus dies nesses processadores Zen 2 já foi um ponto de crítica da Intel, mas parece que com os modelos Renoir a empresa vai alcançar as mesmas latências de sua concorrente.

O teste foi feito com uma amostra de engenharia do Ryzen 7 4700GE, overclockada para 4.3GHz, que se espera ser o clock padrão do modelo quando ele chegar às prateleiras. Nessa configuração, a latência ficou na média dos 49,1 ns. O número "recorde" de 47,6 ns foi obtido elevando o clock um pouco mais, para 4.35GHz, na placa-mãe high-end da ROG que já mencionamos.

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Fonte: VideoCardz, TechPowerUp
  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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