Conheça os golpes virtuais mais comuns do Natal

Com a proximidade do final do ano, são comuns as trocas de mensagens com cartões e cumprimentos, além da procura pelas melhores ofertas de presentes de Natal. A época, no entanto, também é um prato cheio para os cibercriminosos, que aproveitam o clima festivo para tentar enganar os usuÁrios.

"Neste período, em que as pessoas ficam on-line para procurar ofertas de presentes e viagens, é importante identificar os golpes comuns para se proteger contra roubos de senhas e dados pessoais", alerta Dave Marcus, diretor de pesquisas e segurança do McAfee Labs. A companhia identificou os golpes mais perigosos nessa época do ano, a maioria relacionada às compras.



Com os produtos da Apple encabeçando muitas listas de compras e, inclusive, liderando os pedidos de Natal entre as crianças, os golpistas distribuem falsas ofertas de iPads gratuitos. O McAfee Labs descobriu que, por meio de um spam, é solicitado ao internauta que adquira outros produtos e forneça seu número de cartão de crédito para ganhar o iPad. Mas o que acontece, na verdade, é o roubo do número do cartão, sem que a vítima receba nenhum produto. O mesmo golpe tem uma versão específica para as redes sociais, que leva os usuÁrios a responder a um questionÁrio para ganhar um iPad, precisando fornecer seu número de celular para receber os resultados. Quem cai no truque faz uma inscrição em um golpe de telefone celular com o custo US$ 10 por semana.

As redes sociais também são utilizadas pelos criminosos para promover ofertas falsas de vale-presente, com o objetivo de roubar dinheiro e informações pessoais dos consumidores. Um golpe recente no Facebook, por exemplo, oferecia US$1.000 em compras na loja Best Buy para as primeiras 20 mil pessoas que se inscrevessem em uma pÁgina de fãs da loja, que, na verdade, era uma pÁgina falsa. JÁ os golpes no Twitter oferecem links perigosos para trabalhos bem remunerados realizados em casa, na verdade, falsas ofertas de emprego que também coletam informações pessoais para fins maliciosos.

Até mesmo as mensagens SMS servem de veículo para esse tipo de crime. As vítimas recebem torpedos que aparentam ser de instituições financeiras ou lojas dizendo que hÁ algo errado com a conta e que o cliente deve ligar para um determinado número para verificar as informações. É importante também ficar atento a produtos baratos demais, o que pode ser uma armadilha.

O final do ano também é um período no qual os consumidores buscam viagens de férias. Com isso, oportunistas elaboram sites falsos de aluguel de imóveis, que pedem um valor adiantado, que pode ser pago por cartão de crédito ou transferência bancÁria. O McAfee Labs notou também um número significativo de falsos spams de empréstimos e cartões de crédito com juros baixos pré-aprovados.  Nesse caso, o destinatÁrio precisa pagar uma taxa, que vai direto para o bolso do golpista. Além disso, durante as férias, muitas pessoas viajam e usam wi-fi gratuito em locais como hotéis e aeroportos, o que para os hackers é um momento tentador para a invasão da rede para roubo de dados.

Outra forma de ataque são os falsos e-cards, utilizados pelos cibercriminosos como forma de distribuir malwares. Esses códigos maliciosos também podem vir embutidos em downloads de Natal, como protetores de tela, jingles e animações.

Falsas campanhas de spam ou telefonemas solicitando doações também ocorrem com força nessa época do ano. Outro alerta fica por conta de mensagens de socorro supostamente vindas de amigos ou familiares, solicitando uma transferência de dinheiro.  

Defenda-se
Para manter o computador protegido, é fundamental acessar sites confiÁveis que incluam selos de confiança de proteção, comentÁrios de usuÁrios e suporte ao cliente e não responder às ofertas que chegam via spam, texto ou mensagem instantânea.

A McAfee também recomenda que os usuÁrios sempre visualizem um endereço da web de um link antes de clicar, para se certificar de que estÁ indo para um site confiÁvel. É importante nunca fazer download  nem clicar em nada de origem desconhecida, ficar longe de ofertas com preços muito inferiores ao restante do mercado e não verificar contas bancÁrias nem fazer compras on-line se não tiver certeza de que a rede Wi-fi é segura.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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