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Intel emite primeiros comentários sobre a ruptura por parte da Apple

Multinacional anunciou que deixará de usar processadores Intel, mas mantém outras parcerias

A Apple anunciou durante o Worldwide Developers Conference (WWDC), ocorrido na última segunda-feira, que deixará de utilizar processadores da Intel em seus notebooks e desktops. O movimento faz parte da busca por menos dependência de tecnologias de outras empresas, assim como uma maior eficiência energética.

O impacto da barulhenta mudança ainda está sendo compreendido. Segundo o MarketWatch, a Apple é responsável por apenas 6% das vendas de computadores no mundo e por algo entre 2% e 4% das vendas da Intel. Ou seja, dos US$ 75 bilhões de receita da Intel (últimos dados para 12 meses), seria algo entre US$ 1,5 bilhões e US$ 3 bilhões em vendas.

Para entender melhor a visão da Intel, o site TechPowerUp buscou contato com a fabricante de processadores. A resposta oficial foi a nota a seguir:

"A Apple é um cliente em muitas áreas de nosso negócio, e nós continuaremos dando suporte a eles. A Intel se mantém focada em fornecer as experiências mais avançadas em PC e uma vasta gama de opções de tecnologia que redefinem a computação. Nós acreditamos que computadores que utilizam Intel - como aqueles baseados na nossa futura plataforma Tiger Lake para mobile - proporcionam aos consumidores globais a melhor experiência nas áreas que eles mais enxergam valor, assim como a mais aberta plataforma para desenvolvedores, tanto agora quanto no futuro."

"A Apple é um cliente em muitas áreas de nosso negócio, e nós continuaremos dando suporte a eles. A Intel se mantém focada em fornecer as experiências mais avançadas em PC e uma vasta gama de opções de tecnologia que redefinem a computação. Nós acreditamos que computadores que utilizam Intel - como aqueles baseados na nossa futura plataforma Tiger Lake para mobile - proporcionam aos consumidores globais a melhor experiência nas áreas que eles mais enxergam valor, assim como a mais aberta plataforma para desenvolvedores, tanto agora quanto no futuro."

(Porta-voz da Intel, em nota ao TechPowerUp)

(Porta-voz da Intel, em nota ao TechPowerUp)

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O site comenta ainda que a Intel tem dificuldades para suprir a demanda por seus processadores vendidos individualmente e que, portanto, parte das perdas deve ser facilmente absorvida.

O impacto pode ser menor do que as impressões iniciais davam a entender, mas a mudança ainda é mais uma derrota para a Intel. A empresa anunciou recentemente o pedido de afastamento de Jim Keller, renomado engenheiro de processadores.

Além disso, a vantagem de produto que a AMD vem criando é grande o suficiente para levantar boatos sobre a possibilidade de segurar tecnologia que a Intel ainda não consegue alcançar. O DigiTimes ventilou que a arquitetura Zen 3 teria seu lançamento adiado para que o modelo anterior continuasse sendo explorado comercialmente. A AMD garantiu posteriormente que o adiamento não ocorrerá.

O capítulo mais recente da competição no mundo dos processadores foi o comparativo supostamente feito pela Intel. As imagens que vazaram mostram um Intel Core i7-10750H se saindo melhor que um AMD Ryzen 9 4900HS. Entretanto, a GPU menos poderosa utilizada com o processador AMD gerou críticas nas redes.

Fonte: TechPowerUp, MarketWatch
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  • Redator: Odir Brüggmann Filho

    Odir Brüggmann Filho

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