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O Supercomputador mais rápido do mundo tem nada menos que 7.299.072 cores e é Japonês

Fugaku usa SoCs com arquitetura ARM e é o primeiro a alcançar 1 exaflop do top500
Por Ana Luiza Pedroso 23/06/2020 10:09 | atualizado 23/06/2020 10:09 Comentários Reportar erro

A Apple acaba de anunciar em seu evento que irá começar os seus próprios processadores para Macs. No mesmo dia do anúncio, pela primeira vez, um supercomputador baseado em chips de arquitetura ARM, mesma usada nos SoCs da empresa norte-americana, ocupou a primeira posição do Top500, como o supercomputador mais potente do mundo. Essa máquina é chamada de Fugaku e fica no Japão. Ela consegue alcançar 415,5 petaflops nos benchmarks, com seu total de 7.299.072 cores, sendo a primeira do ranking a atingir a marca de desempenho de 1 exaflop.

O atual supercomputador mais rápido do mundo é equipado com SoCs A64FX de 48 núcleos da Fujitsu. Para alcançar o desempenho apresentado, é necessário que 158.976 desses chips trabalhem juntos. O que significa que o Fugaku possui um total de praticamente 7,3 milhões de núcleos. Os chips rodam em 2,0 GHz, podendo ser aumentados em até 2,2 GHz, com 32GB de memória HBM2 cada. O resultado final é um benchmark de 415,5 petaflops e um desempenho máximo de 1 exaflop

A Fujitsu é uma das maiores companhias japonesas de semicondutores e outros produtos. Ela licenciou os projetos para o processador ARM, que é propriedade de outra empresa do Japão, a SoftBank. Para construir todo o sistema, foi necessário bancar o custo de mais de US$ 1 bilhão. O tempo de projeto e desenvolvimento do supercomputador levou cerca de seis anos para ser concluído.

O novo supercomputador japonês tomou o lugar do Supercomputador Summit, desenvolvido pelo laboratório nacional de Oak Ridge. O Fugaku consegue resultados 2,8 vezes melhores que o anterior primeiro lugar. O Summit possui 2.414.592 núcleos de processador com 148 petaflops de desempenho, já o Fugaku alcança 415 petaflops com seus 7.299.072 núcleos.

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Além do novo primeiro lugar ser mais poderoso, ele também consome mais energia. É necessário 28 MegaWatts para fazer o Fugaku funcionar, o Summit usa 10 MegaWatts de energia. Isso significa que além do supercomputador japonês ser 2,8 vezes mais potente que o antigo primeiro lugar, ele também consome 2,8 vezes mais energia.

O Fugaku ocupar a primeira posição entre os supercomputadores é interessante por dois pontos. O primeiro é por ele ser baseado em chips de arquitetura ARM projetados pela Apple. O mais comum é que os sistemas dessas máquinas sejam baseadas em processadores fabricados pela AMD e Intel, que estão na maioria das máquinas no Top500. Apenas quatro outros supercomputadores do ranking são baseados em ARM. O segundo ponto é por ele ser desenvolvido por pesquisadores japoneses. A maioria dos demais integrantes da lista ficam ou na China ou nos EUA. 

Outro ponto curioso no Fugaku é o fato de ele não incluir GPUs dedicadas para ajudar nos aplicativos de inteligência artificial. Todo esse processo é feito pelos SoCs (System on a Chip) que são responsáveis pelo processamento completo. Isso também não é comum na maioria dos integrantes do Top500. 

Esse é oficialmente o primeiro supercomputador a alcançar a marca do exaflop. O Fugaku já vai começar a ser utilizado para pesquisas. Segundo o The New York Times, os cientistas já estão usando a máquina para ajudar em pesquisas relacionadas à pandemia de Covid-19.

Para quem ficou se perguntando o que Fugaku significa, esse é outro nome para o Monte Fuji. Essa é a montanha mais alta do Japão e, agora, é também o supercomputador mais rápido do mundo.

Via: Engadget, TweakTown, Tom's Hardware
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  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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