Créditos: RF Industries

É possível alcançar 44,2 Tb/s com fibra óptica padrão, segundo pesquisa

Velocidade é 1 milhão de vezes maior do que a média da internet de usuários domésticos

Um novo recorde de velocidade de internet foi conquistado por pesquisadores das universidades australianas de Monash, Swinburne e RMIT: eles conseguiram atingir uma taxa de transferência de 44,2 Tbps usando cabos de fibras ópticas já existentes. Essa nova conquista pode trazer atualizações na rede de fibra óptica existente ao invés de implementar um sistema totalmente novo para atingir maiores velocidades. Com isso, será possível reduzir os custos de pesquisa e infraestrutura futuramente. 

O recorde de velocidade de transferência de dados usando a fibra óptica atual é equivalente a 1 milhão de vezes a velocidade média da internet dos usuários domésticos. A média para usuários dos Estados Unidos é de 50,2 Mbps (megabits por segundo), enquanto no Brasil essa velocidade é de 24,77 Mbps.

É claro que conexões de 44,2 Tbps não devem chegar tão cedo ao usuário doméstico comum, já que essa velocidade não é necessária para eles. Entretanto, a nova taxa de transferência de dados pode ser usada pelo mercado corporativo, que investe bastante na Internet das Coisas e computação em nuvem.

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A pesquisa utilizou um dispositivo óptico chamado de microcomb (micropente de frequência) para substituir os 80 lasers dos equipamentos de telecomunicações atuais usados na internet de fibra. De acordo com o site Phys.org, um microcomb é capaz de gerar linhas de frequência equidistantes em um chip microfotônico. 

Além de ser mais eficiente pelo tamanho, o microcomb consegue utilizar não apenas da presença de luz (como é feito com os lasers tradicionais encontrados em equipamentos ópticos) mas a falta da luz também. A ausência de luz é chamada de pulsos "escuros" de luz, segundo os pesquisadores.

Via: Mundo Conectado Fonte: Phys.org
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  • Redator: Mariela Cancelier

    Mariela Cancelier

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), fui estagiária do Adrenaline/Mundo Conectado entre 2015 e 2017. Gosto de jogos de luta (o que marcou minha infância foi Tekken 4) e MOBAs. Atualmente sou colaboradora de ambos sites e apareço de vez em quando em alguns vídeos e reviews dos canais.

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