Créditos: TechPowerUp

Intel disponibiliza sistema de pesquisa neuromórfica com capacidade de 100 milhões de neurônios

O Pohoiki Springs é a maior e mais poderosa tecnologia desse tipo desenvolvida pela Intel
Por Saori Almeida 20/03/2020 16:38 | atualizado 20/03/2020 16:39 Comentários Reportar erro

A Intel anunciou hoje a disponibilidade do Pohoiki Springs, seu maior, mais recente e mais poderoso sistema de pesquisa neuromórfica. Ele já pode ser utilizado pelos membros da Comunidade Intelom de Pesquisa Neuromórfica (INRC) e oferece uma capacidade computacional de 100 milhões de neurônios.

A computação neuromórfica (também conhecida como engenharia neuromórfica) é um conceito criado na década de 1980 e representa "o uso de sistemas de integração de grande escala (VLSI) que possuem circuitos analógicos eletrônicos para imitar a organização neurobiológica do sistema nervoso". A grosso modo, ele é usado para falar de sistemas analógicos ou digitais que se inspiram no cérebro humano.

O Pohoiki Springs, por sua vez, é um sistema baseado em nuvem montado em rack de data center e que integra 768 chips de pesquisa neuromórfica Loihi, que se inspiram no cérebro humano, dentro de um chassi do tamanho de cinco servidores padrão. Esses processadores  conseguem processar certas cargas de trabalho de forma até 1.000 vezes mais rápida e 10.000 vezes mais eficiente que os processadores convencionais.

Segundo a Intel, esse sistema tem potencial de resolver uma gama mais ampla e complexa de problemas, ultrapassando as questões de inteligência artificial (AI). Os pesquisadores acreditam que "o paralelismo extremo e a sinalização assíncrona dos sistemas neuromórficos podem proporcionar ganhos significativos de desempenho em níveis de energia drasticamente reduzidos", quando comparados aos computadores comerciais mais avançados da atualidade.

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"A Pohoiki Springs amplia nosso chip de pesquisa neuromórfica Loihi em mais de 750 vezes, enquanto opera em um nível de potência abaixo de 500 watts. O sistema permite que nossos parceiros de pesquisa explorem maneiras de acelerar cargas de trabalho que ocorrem hoje lentamente em arquiteturas convencionais, incluindo sistemas de computação de alto desempenho (HPC)." -Mike Davies, diretor do Laboratório de computação neuromórfica da Intel.

"A Pohoiki Springs amplia nosso chip de pesquisa neuromórfica Loihi em mais de 750 vezes, enquanto opera em um nível de potência abaixo de 500 watts. O sistema permite que nossos parceiros de pesquisa explorem maneiras de acelerar cargas de trabalho que ocorrem hoje lentamente em arquiteturas convencionais, incluindo sistemas de computação de alto desempenho (HPC)." -Mike Davies, diretor do Laboratório de computação neuromórfica da Intel.

As equipes da Intel e do INRC já conseguiram fazer os Loihi reconhecerem gestos em tempo real, ler braille usando pele artificial e aprender novos padrões de odor. Com 100 milhões de neurônios, o Pohoiki Springs pode aumentar a capacidade neural desses processadores para o tamanho de um pequeno cérebro de mamífero.

Por fim, é importante dizer que os sistemas neuromórficos da Intel ainda estão em fase de pesquisa e não pretendem substituir os sistemas de computação convencionais. Eles, na verdade, vão fornecer uma ferramenta para pesquisadores desenvolverem e trabalharem com novos algoritmos.

Via: TechPowerUp
  • Redator: Saori Almeida

    Saori Almeida

    Saori Almeida é natural do Rio Grande do Sul, técnica em administração formada pelo Centro Tecnológico de Caxias do Sul (CETEC) e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Gosta da cultura asiática e nerd no geral e tem interesse crescente por tecnologia e games desde pequena - gosto que se intensifica diariamente na redação.

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