Créditos: Valve

Gabe Newell diz que estamos mais perto da tecnologia de The Matrix do que pensamos

CEO da Valve acredita que este tipo de tecnologia será o futuro do entretenimento
Por Fabio Rosolen 19/03/2020 08:45 | atualizado 19/03/2020 08:45 Comentários Reportar erro

Quando o termo "interfaces cérebro-computador" é mencionado, uma das primeiras coisas que vêm à mente é o filme The Matrix. Mas será que estamos perto de trazer a tecnologia mostrada nesse filme para a realidade? 

Em uma entrevista para o site IGN, Gabe Newell, CEO da Valve, reflete sobre a história da empresa e sobre a motivação para tornar Half-Life: Alyx um jogo para dispositivos de realidade virtual. Ele também falou um pouco sobre as interfaces cérebro-computador.

"A área em que estou gastando muito tempo tem crescido a partir de um monte de pesquisas que ocorreram há algum tempo no campo de interfaces cérebro-computador", disse Newell. Os cérebros humanos já podem se comunicar diretamente com computadores, embora de forma muito limitada em comparação com os sistemas fictícios usados em The Matrix ou no livro Neuromancer de William Gibson, onde a realidade física pode ser totalmente substituída por uma realidade simulada ou virtual. Mas Newell não acha que esse tipo de tecnologia de ficção científica esteja tão longe de nosso alcance como parece.

Gabe Newell diz que estamos mais perto da tecnologia de The Matrix do que pensamos

"Estamos muito mais perto de The Matrix do que as pessoas imaginam", disse Newell. "Não será exatamente como The Matrix — The Matrix é um filme e perde todas as sutilezas técnicas interessantes e o quão estranho o mundo vai ser com a interface cérebro-computador. Mas vai ter um impacto enorme nos tipos de experiências que podemos criar para as pessoas."

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Quando se trata de realmente projetar essa tecnologia, perceber a natureza dos problemas à frente é como "tentar descrever a internet para alguém que nunca tinha usado a internet antes", disse Newell. Mas como exemplo, ele acha que enviar informações para o córtex visual ou motor de alguém será muito mais fácil do que fazer alguém sentir frio.

"Acontece que seu cérebro tem interfaces muito boas para algumas coisas e interfaces muito mal projetadas para fazer outras coisas", disse ele. "E o fato de que seu sistema imunológico se envolve em suas percepções de temperatura significa que há todos os tipos de partes estranhas do seu cérebro que participam da sensação de estar frio, enquanto coisas como seu córtex motor ou seu córtex visual são problemas muito mais tratáveis. E é isso que quero dizer. Vamos aprender muito à medida que avançamos sobre quais coisas funcionam e quais coisas não funcionam, quais coisas são valiosas para as pessoas e quais são os truques de festa que realmente não importam a longo prazo."

Falando sobre como esse tipo de tecnologia poderia influenciar os jogos, o CEO da Valve acredita que todos na indústria de entretenimento deveriam começar a pensar mais nisso. "Acho que é um evento de nível de extinção para cada forma de entretenimento que não está pensando nisso", disse Newell. "Se você está no ramo do entretenimento e não está pensando nisso agora, você pensará muito mais sobre isso no futuro."

Newell não entrou em detalhes sobre sua própria pesquisa relacionada ao tema ou como ela pode afetar a Valve como empresa e quais produtos ela busca criar a seguir. Apesar dos avanços com as interfaces cérebro-computador, não espere algo como um “Steam Brain” tão cedo.

Fonte: TweakTown, PC Gamer, IGN
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  • Redator: Fabio Rosolen

    Fabio Rosolen

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