Créditos: noticiasdemogi

Distribuidora confirma que Coronavírus vai afetar o mercado de tecnologia no Brasil

Gerente de produtos da Oderço: quando prejudica a produção, o preço sobe!

Desde dezembro de 2019 diversas notícias tem aparecido a respeito do Coronavírus na China. A epidemia tem reflexos em muitos lugares, como nos setores de tecnologia. Isso porque a China é onde fica as principais indústrias de fabricação de diversos equipamentos. Com a decisão de estender o Ano Novo Lunar, a produção será menor, podendo ter impacto no valor final dos produtos. Essa decisão do governo visa diminuir o aglomerado de pessoas, evitando assim o contágio de forma descontrolada.

Entenda o que é o Coronavírus e como ele
pode afetar a indústria de tecnologia

O Coronavírus tem sido uma preocupação mundial. O epicentro da doença foi na cidade de Wuhan, na China, mas já vem se espalhando para outras regiões chinesas, afetando até mesmo outros países. Até o momento praticamente 8.000 pessoas foram diagnosticadas com o vírus e mais de 170 mortes foram registradas em decorrência da doença. 

Devido a seriedade do vírus, diversas empresas resolveram suspender a produção dos seus produtos, permitindo que os funcionários ficassem em casa nesse período. Para entender melhor os impactos dessa decisão, conversamos com Victor Pruner, Gerente de produtos da Oderço, uma das grandes distribuidoras de produtos eletrônicos no Brasil para saber como está a distribuição no momento.

Segundo Pruner, "a gente tem vários fornecedores dizendo que vão atrasar embarque de produto na China e Taiwan, por conta do vírus. As fabricas vão aumentar o feriado chinês e isso vai impactar na produção". Com a produção comprometida, isso pode gerar impactos diretos no mercado. "Quando prejudica a produção, o preço sobe", informa o gerente.

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Quando prejudica a produção, o preço sobe
- Vitor Pruner, gerente de produtos da Oderço

Nem todas as empresas pararam a produção por conta própria. O governo de muitas cidades chinesas não está permitindo que as pessoas saiam de casa. Isso está acontecendo em Xangai, onde todas as empresas devem permanecer de portas fechadas até o dia 9 de fevereiro, e também na cidade vizinha Suzhou. Algumas das empresas que tem sede nessas cidades são: Tesla, General Motors, Huawei, Siemens, entre muitas outras.

Devemos levar em consideração que o atraso de produção pode ser muito maior para alguns países do que para outros. No caso do mercado brasileiro, o transporte é via marítimo, o que leva cerca de um mês para sair de um ponto e chegar ao outro.

"Se voltar até dia 20 (de fevereiro) como estão dizendo, vai atrasar em pelo menos dois meses, porque um mês perde no mar. As fábricas voltando quase em março, vão despachar no inicio de março, o produto só chega no Brasil em final de abril, começo de maio. Então os distribuidores que tem estoque no mar, vão ter que trabalhar com ele até maio. Abril no melhor dos cenários. Para o consumidor final pode parecer pouca coisa, mas eu tenho impressora 3D em falta, que era pra chegar em março e só vem em maio" - Victor Pruner, Gerente de produtos da Oderço

"Se voltar até dia 20 (de fevereiro) como estão dizendo, vai atrasar em pelo menos dois meses, porque um mês perde no mar. As fábricas voltando quase em março, vão despachar no inicio de março, o produto só chega no Brasil em final de abril, começo de maio. Então os distribuidores que tem estoque no mar, vão ter que trabalhar com ele até maio. Abril no melhor dos cenários. Para o consumidor final pode parecer pouca coisa, mas eu tenho impressora 3D em falta, que era pra chegar em março e só vem em maio" - Victor Pruner, Gerente de produtos da Oderço

Como comentado pelo Victor, as principais fabricantes esperam que a produção retome no dia 20 de fevereiro, caso o surto seja controlado. Há ainda muitos contêineres sendo enviados, que estão no mar no momento. Esses produtos serão o estoque total até novas remessas de equipamentos serem enviadas. Ou seja, as distribuidoras vão ter que manter o estoque que seria até o mês de março, até a retomada da produção.

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Isso significa que as grandes distribuidoras vão perder cerca de dois meses de faturamento - considerando que as empresas irão retomar a produção em final de fevereiro mesmo -, devido a falta do produto. Naturalmente toda a cadeira de serviços será afetada porque a distribuição geral é comprometida, com diferentes cenários de dificuldade dependendo o segmento. Imagine suprimentos básicos não chegarem em lugares de grande importância, como seringas e máscaras para hospitais. Isso é o que pode acontecer com alguns setores. 

O governo chinês está fazendo o máximo para que o surto seja controlado. O primeiro hospital para tratar dos pacientes diagnosticados com o Coronavírus foi construído em 20 dias e um segundo foi anunciado, para estar pronto em tempo recorde, 10 dias. O principal objetivo é tratar das pessoas que já contaminadas e impedir que o vírus se alastre ainda mais.

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  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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