Créditos: QLOC/FromSoftware/BANDAI NAMCO

Desenvolvedor de Dark Souls e Hellblade para Switch fala sobre as limitações do console

Os ports para o console da Nintendo foram desenvolvidos pela QLOC
Por Fabio Rosolen 15/01/2020 14:20 | atualizado 15/01/2020 14:20 Comentários Reportar erro

Nos últimos anos, ports de jogos populares foram lançados para Nintendo Switch. A desenvolvedora QLOC estava por trás de dois deles para o console da Nintendo - Dark Souls Remastered e Hellblade: Senua's Sacrifice.

Em uma recente entrevista para o site Sector, Milosz Bialas, chefe de comunicações da QLOC, falou um pouco sobre a história da empresa, sobre o processo por trás dos ports e sobre as limitações do Nintendo Switch durante o desenvolvimento de ports de jogos para ele.

O port de Hellblade: Senua's Sacrifice para Nintendo Switch é um dos trabalhos mais impressionantes da QLOC. A tela portátil do console permitiu que a desenvolvedora reduzisse a resolução, detalhes e efeitos que não seriam perceptíveis nela.

Trabalhar com a Nintendo foi uma experiência extremamente tranquila para a QLOC.

A empresa também teve que trabalhar para lidar com o poder mais baixo do Nintendo Switch, em comparação com outros consoles, para poder ter o jogo funcionando corretamente. Bialas falou especificamente sobre as cutscenes, que são pré-renderizadas no Switch, já que as cenas em tempo real alcançavam uma taxa de quadros de apenas 10 FPS mostrando somente o rosto de Senua.

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Falando sobre as limitações de hardware do Nintendo Switch, Milosz Bialas destacou como a falta de RAM, GPU lenta e velocidade de armazenamento são as piores limitações do console.

Normalmente, o desenvolvedor prefere usar texturas com resolução mais baixa para contornar as limitações. Para jogos de mundo aberto e mundo semi-aberto como Hellblade, é mais difícil de lidar com isso por causa das baixas velocidades do armazenamento e da GPU. Essas limitações, no entanto, só são ruins ao portar de outras plataformas, já que o desenvolvimento diretamente para o Nintendo Switch obviamente permite que os desenvolvedores criem ativos com as especificações do console em mente.

Desenvolvedor de Dark Souls e Hellblade para Switch fala sobre as limitações do console

Apesar das dificuldades iniciais, trabalhar com a Nintendo foi uma experiência extremamente tranquila para a QLOC. A empresa japonesa foi extremamente atenciosa, forneceu documentação detalhada, bem como requisitos claros que tornaram o processo de desenvolvimento bem mais fácil.

A QLOC não foi a única desenvolvedora que precisou encontrar uma maneira de contornar as limitações do Nintendo Switch. A Saber Interactive, desenvolvedora do port de The Witcher 3 para Nintendo Switch, revelou no ano passado que uma versão inicial do jogo rodava a 10 FPS.

A extensa entrevista de Milosz Bialas pode ser vista na íntegra aqui.

Fonte: Wccftech
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  • Redator: Fabio Rosolen

    Fabio Rosolen

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