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Mortes de imperadores romanos seguem o mesmo padrão de falha que equipamentos de TI

Estatisticamente falando aparelhos eletrônicos são Calígula sem a sacanagem

Uma pesquisa interdisciplinar conduzida pelo Dr. Joseph Saleh, engenheiro aeroespacial do Instituo de Tecnologia da Geórgia revelou uma conexão estatística entre imperadores romanos e equipamentos de TI.

Segundo Saleh, os imperadores romanos enfrentavam um alto risco de morte violenta em seu primeiro ano de governo, contudo o risco diminuía lentamente ao longo dos sete anos subsequentes. Quando é traçado o modelo estatístico, é possível observar que o período decorrido entre o início de seu governo até o momento de sua morte segue um padrão já conhecido, similar ao observado em modelos estatísticos de engenharia de confiabilidade.

Ao escrever um artigo que foi publicado no periódico de acesso livre Palgrave Communications, Saleh observou que registro históricos mostram que de 69 governantes do Império Romano unificado, 43 (62%) sofreram mortes violentas por assassinato, suicídio ou em combate. Os relatos históricos normalmente examinam cada morte com um evento isolado e aleatório, somados a fatores contribuinte individuais, como alianças políticas e riqueza. Não se sabe se havia algum padrão comum subjacente a quanto tempo o reinado de cada imperador durou antes de morrerem.

Aplicando métodos estatísticos frequentemente usados para testar a confiabilidade dos componentes em engenharia, Saleh modelou o período típico de tempo entre o início do reinado de um imperador e sua morte subsequente. O autor encontrou paralelos entre as falhas aparentemente aleatórias de componentes na engenharia e as mortes aparentemente aleatórias de imperadores

Saleh disse: "Na engenharia, a confiabilidade de um componente ou processo é definida como a probabilidade de que ele ainda está operacional em um determinado momento. O tempo que leva para um componente ou processo falhar é referido como seu “tempo-de-fracasso” e isso mostra semelhanças com o “tempo-para-morte-violenta” dos imperadores romanos."

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Saleh descobriu que os imperadores romanos enfrentaram um alto risco de morte violenta durante seu primeiro ano de reinado, um padrão visto quando os componentes da engenharia falham cedo, muitas vezes como resultado de uma falha em funcionar como pretendido, ou, no caso de um imperador, atender às demandas de seu papel. O risco de morte estabilizou até o oitavo ano, mas aumentou novamente após 12 anos de governo, um padrão semelhante à falha dos componentes por causa da fadiga, corrosão ou desgaste. Quando os pontos de dados foram alinhados em um gráfico, a taxa de falha de imperadores romanos exibiu uma curva semelhante à banheira, um modelo amplamente visto com componentes mecânicos e elétricos.

O pesquisador ainda disse: "É interessante que um processo aparentemente aleatório tão não convencional e perigoso como a morte violenta de um imperador romano - ao longo de um período de quatro séculos e através de um mundo muito alterado- parece ter uma estrutura sistemática notavelmente bem capturada por um modelo estatístico amplamente utilizado em engenharia. Embora possam aparecer como eventos aleatórios quando tomados singularmente, estes resultados indicam que pode ter havido processos subjacentes que regem a duração de cada regra até a morte".

Os dados foram obtidos do De Imperatoribus Romanis, uma enciclopédia on-line sobre imperadores romanos revisada por pares (formato de publicação que é revisada por pelo menos dois especialistas do setor de conhecimento). O autor adverte que as limitações dos dados devem ser reconhecidas, pois as fontes da história antiga são muitas vezes inconsistentes e as causas exatas da morte podem diferir entre os diversos relatos. Outros estudos poderiam explorar os motivos pelos quais os imperadores repetidamente encontravam fins violentos e se outros eventos históricos poderiam ser analisados dessa mesma maneira.

Via: Fudzilla
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  • Redator: Daniel Trefilio Carvalho

    Daniel Trefilio Carvalho

    Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, professor, tradutor e revisor. Nas horas vagas, instalando impressora e formatando PCs desde os tempos que Alone In The Dark era um jogo bom e ocupava 4 disketes.

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