Créditos: Apple.com

Saíram benchmarks do novo Mac Pro e em alguns testes sua performance é inferior ao iMac Pro 2017

Desempenho em único núcleo são ruins, mas não surpreendentes, contudo desempenho multi-core é o grande diferencial

Era de se esperar que os primeiros resultados de benchmark do novo Mac Pro (Late 2019), a nova e mais poderosa workstation da Apple, seriam nitidamente superiores a todos os outros produtos da empresa. Contudo, os números divulgados mostram que, a despeito das expectativas, em alguns testes o Mac Pro 2019 fica atrás de modelos consideravelmente mais antigos como MacBook Pro (13-inch Mid 2019) e Mac mini (Late 2018). Contudo, existe uma razão, e bem plausível, para esses resultados e tudo depende essencialmente do usuário escolher o modelo mais adequado a sua necessidade.

De acordo com os valores do Geekbench 5, os processadores Intel Xeon W de 8, 12 ou 16 núcleos da nova workstation da Apple apresentam desempenhos inferiores em único núcleo aos modelos iMac como Core i9-9900K. Entretanto, pela diferença nas frequências base e quantidade de núcleos entre esses modelos, é esperado que o Core i9 apresente frequências em Turbo Boost superiores ao Intel Xeon W do Mac Pro, justificando a melhor performance single-core de alguns produtos de outras linhas da própria Apple. 

O grande salto em desempenho do Mac Pro, contudo, aparece quando o teste ou aplicação em questão faz uso dos múltiplos núcleos da workstation, essencialmente o nicho de mercado no qual a Apple focou ao desenvolver esse modelo. Os resultados multi-core do Geekbench 5  demonstram que a nova workstation, utilizando a configuração com o Intel Xeon W 16-core, supera não apenas o iMac com o Core i9-9900K (8-core/16-thread) mas também o iMac Pro de 2017, que vem equipado com o Intel Xeon W-2191B de 18 núcleos.

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A versão 12-core do Mac Pro, por sua vez, supera o iMac Pro 14-core (2017) enquanto o modelo de 8 núcleos consegue vencer marginalmente o iMac Pro 12-core de 2013. Os valores apresentados representam o desempenho esperado quando se está utilizando aplicações que utilizem de maneira efetiva todos os núcleos, quando buscar os modelos acima do Mac Pro de 8 núcleos é mais recomendado. Além disso, o fato do iMac Pro 2017 ainda superar o novo modelo 12-core e se aproximar do modelo 16-core não quer dizer que ele seja a melhor opção, nem em custo-benefício.

É possível fazer tal afirmação, pois, segundo Vincent Laforet, um editor de vídeos 8k, mesmo no máximo de seu desempenho, o iMac Pro (2017) se tornou um gargalo para o seu fluxo de trabalho, e adquirir o novo modelo, mesmo que em uma configuração intermediária 16-core (já que o Mac Pro também traz versão com até 28 núcleos físicos), mudou completamente a forma de trabalhar com edições de vídeos 8K e imagens de 150MP. Outra vantagem não menos importante é o fato do novo Mac Pro não sofrer das mesmas questões de modularidade de vários outros modelos da Apple, sendo considerado pelo site iFixit uma workstation extremamente fácil de se abrir, reparar e atualizar, mesmo sem muitas ferramentas específicas para o processo.

Via: WCCFTech
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  • Redator: Daniel Trefilio Carvalho

    Daniel Trefilio Carvalho

    Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, professor, tradutor e revisor. Nas horas vagas, instalando impressora e formatando PCs desde os tempos que Alone In The Dark era um jogo bom e ocupava 4 disketes.

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