Créditos: Sumo Digital

Tencent compra 10% da Sumo Digital, desenvolvedora do Crackdown 3

Empresa chinesa já tem participação em outras como Epic Games e Ubisoft
Por Fabio Rosolen 15/11/2019 13:59 | atualizado 15/11/2019 13:59 Comentários Reportar erro

A chinesa Tencent continua investindo em desenvolvedoras ocidentais de jogos, desta vez comprando 10%, ou 15 milhões de ações da Sumo Digital, desenvolvedora do Crackdown 3 e de alguns jogos da série Forza.

Ela comprou o patrimônio da empresa da Perwyn Bidco, que foi um dos primeiros investidores da Sumo Digital. Quando a Perwyn Bidco fez seu investimento inicial no estúdio, ele foi relativamente muito menor, com receita de cerca de US$ 30 milhões, de acordo com o CEO do Sumo Group Carl Cavers.

A Tencent vem investindo amplamente em empresas de jogos ocidentais e já possui uma participação de 40% na Epic Games, 5% na Activision-Blizzard, 5% da Ubisoft, 11,5% na Bluehole (desenvolvedora do PUBG) e 100% de participação na Riot Games (League of Legends), por exemplo.

A estratégia de investimento da Tencent nessas empresas de jogos é dupla: primeiro, à medida que o mercado de jogos cresce no ocidente, a Tencent quer lucrar com isso; Em segundo lugar, se a Tencent investir nessas empresas, isto acelera o processo de liberação das licenças para seus jogos na China — o maior mercado de jogos do mundo.

Com o investimento da China, também vem a aplicação extraterritorial de padrões chineses no conteúdo. A Blizzard sabe muito bem disso: tendo recentemente banido um jogador de Hearthstone (e os dois livecasters de Taiwan presentes no momento) depois que ele apoiou os protestos em Hong Kong, a empresa chamou a atenção do senador americano Marco Rubio, que prometeu revisões mais rigorosas do Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS) para empresas de jogos, aplicativos e tecnologia dos EUA.

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A Epic Games, que também recebeu investimento da Tencent, teve uma abordagem oposta à da Blizzard com seu CEO, Tim Sweeney, prometendo respeitar os direitos dos jogadores de falar livremente sobre política e direitos humanos durante os jogos.

O investimento estrangeiro em outras formas de mídia, como emissoras, publicações impressas ou Hollywood, tem atraído um escrutínio rigoroso — os jogos serão, sem dúvida, os próximos.

Fonte: Wccftech
  • Redator: Fabio Rosolen

    Fabio Rosolen

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