Créditos: TechPowerUp

Diretor financeiro da Intel fala sobre atraso dos 10nm e planos futuros da empresa

George Davis falou também sobre a competição com a AMD e avanço da IA
Por Ana Luiza Pedroso 05/11/2019 15:33 | atualizado 05/11/2019 17:53 Comentários Reportar erro

O diretor financeiro da Intel, George Davis, falou um pouco sobre a saúde financeira da empresa em uma entrevista dada recentemente para o site Barron's.  O executivo confirmou que a empresa está tomando medidas cautelosas até 2023, principalmente na migração da litografia de 14nm para 10nm.

A empresa está trabalhando com os 10nm de forma faseada. Ela está introduzindo a litografia menor em seus processadores corporativos e direcionados para "dispositivos móveis" como notebooks, enquanto o setor de desktops e HEDT ainda se mantém nos 14nm - até que seja possível construir peças de desktop em 10nm.  

Enquanto a Intel está fazendo a transição, a AMD já entrega sua microarquitetura Zen 2 que utiliza o processo de 7nm nos seus processadores para desktop. Em uma parte da entrevista, Davis comenta que a empresa tem consciência desse "atraso" com relação a litografia e que ficarão "um pouco desfavorecidos em custo unitário por um período de tempo", mas explica que o foco principal continua sendo a margem bruta.

"Na verdade, orientamos a margem bruta em 2021 para ajudar as pessoas a entender. 2023 é o período em que estávamos esperando por um crescimento muito forte da receita e expansão da margem. Temos que passar por esse período em que os 10 nanômetros estão um pouco atrasados [porque] não estamos otimizados em um nó em que estamos. Mas, também estamos passando para uma cadência de dois a dois anos e meio nos próximos nós. Então, estamos gastando 7 nanômetros, que serão iniciados no segundo semestre de 2021, porque achamos que é a coisa certa a fazer competitivamente." - George Davis, CFO (Diretor Financeiro) da Intel

"Na verdade, orientamos a margem bruta em 2021 para ajudar as pessoas a entender. 2023 é o período em que estávamos esperando por um crescimento muito forte da receita e expansão da margem. Temos que passar por esse período em que os 10 nanômetros estão um pouco atrasados [porque] não estamos otimizados em um nó em que estamos. Mas, também estamos passando para uma cadência de dois a dois anos e meio nos próximos nós. Então, estamos gastando 7 nanômetros, que serão iniciados no segundo semestre de 2021, porque achamos que é a coisa certa a fazer competitivamente." - George Davis, CFO (Diretor Financeiro) da Intel

Davis afirmou que o nó em 7nm da Intel deve começar a ser produzido em massa apenas na segunda metade de 2021. A Barron's também questionou  sobre os avanços da AMD com o servidor Rome, e a resposta foi que a Intel esperava aumentar a concorrência até nos próximos 18 a 24 meses. "Nossa visão sobre a natureza dessa competição e impacto realmente não mudou desde que fizemos a previsão de longo prazo em maio".

- Continua após a publicidade -

O executivo também falou que está empolgado com o avanço das tecnologias de Inteligência Artificial que estão sendo desenvolvidas pela empresa - veremos parte delas nos processadores Xeon - e que devem ficar ainda melhores conforme o avanço da 5G. Porém, o desenvolvimento ainda está no início e é cedo para qualquer detalhe. Para acessar a entrevista completa, você pode acessar este link.

Via: TechPowerUp
  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

Em um remake, você quer:

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.