Créditos: Google

Google pode ter alcançado a "supremacia quântica" com computador Sycamore

Computador consegue resolver cálculos que levariam 10.000 anos com supercomputador em 3min

Um novo relatório postado no The Financial Times informou que a Google "alcançou a supremacia quântica". Segundo o site, o artigo foi publicado pela Nasa e retirado logo em seguida, e afirma que o computador quântico, Sycamore desenvolvido pela empresa, é capaz de resolver um cálculo (feito com um gerador de números aleatórios, para provar que pode ser qualquer tipo de número) em 3 minutos e 20 segundos. Os mesmos testes feito pelo supercomputador tradicional mais rápido do mundo, o Summit, levaria cerca de 10.000 anos para concluir o mesmo feito.

Esse experimento marca o primeiro cálculo que só pode ser realizado em um processador quântico

Segundo o relatório, a Google afirma que essa é a confirmação da "supremacia quântica usando um processador supercondutor programável". Isso porque os cálculos realizados pelo computador quântico não podem ser replicados por um computador tradicional, o que comprova a supremacia. Essa afirmação foi contestada pelo chefe de pesquisa da IBM, Dario Gil, que disse em entrevista para o TFT que a Google estava "simplesmente errada". Gil contesta o projeto por ele ser uma peça especializada de hardware projetada para resolver um único problema, sem outras atribuições de uso geral, que é o oposto ao que a IBM está desenvolvendo.

A IBM é a concorrente direta da Google em sistemas quânticos. No início de 2019 a empresa lançou o Q System One, que mesmo não sendo um dispositivo de computação prático, ele trouxe maior confiabilidade para o projeto, algo que até então não era feito. Os chips de computação quântica são muito instáveis e propensos a interferências externas para o funcionamento, como por exemplo interferências de calor e eletricidade. O novo design da IBM conseguiu minimizar essa interferência, e também foi um marco para o desenvolvimento dessa tecnologia.

Apesar da IBM contestar o avanço informado pela Google, outras empresas e pesquisadores se demonstraram otimistas em relação ao avanço. Como por exemplo Daniel Lidar, pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia, que elogiou como a empresa corrigiu o problema de diafonia, (quando os qubits de um computador quântico interferem entre si) e afirmou: “Depois de ter um computador quântico totalmente corrigido por erros, o céu é o limite”. A Intel também se demonstrou contente com o avanço.

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"A recente atualização do Google sobre a conquista da supremacia quântica é um marcador notável de milhas, à medida que continuamos avançando no potencial da computação quântica. Nós, juntamente com a indústria, estamos trabalhando para avançar rapidamente todas essas áreas para obter o verdadeiro potencial da computação quântica. E embora o desenvolvimento ainda esteja na milha um desta maratona, acreditamos firmemente no potencial dessa tecnologia." - Jim Clake, diretor de hardware quântico da Intel

"A recente atualização do Google sobre a conquista da supremacia quântica é um marcador notável de milhas, à medida que continuamos avançando no potencial da computação quântica. Nós, juntamente com a indústria, estamos trabalhando para avançar rapidamente todas essas áreas para obter o verdadeiro potencial da computação quântica. E embora o desenvolvimento ainda esteja na milha um desta maratona, acreditamos firmemente no potencial dessa tecnologia." - Jim Clake, diretor de hardware quântico da Intel

A Google já tinha afirmado em outras ocasiões que tinha como objetivo alcançar a supremacia quântica até o final de 2017. A empresa programava usar um sistema de 72 qubit, que estava sendo desenvolvido para alcançar o marco. Contrariando as expectativas, as pesquisas falharam e o computador era muito difícil de controlar, o que fez com que a empresa falhasse na tarefa. Apesar do fracasso do primeiro projeto, a Google desenvolveu um design de 53 bits chamado Sycamore, que foi usado para alcançar o avanço, mas com dois anos de atraso.

Via: TweakTown, The Verge
  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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