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Brasil tem grande potencial para desenvolvedores de games mobile, aponta pesquisa

83% dos jogadores brasileiros usam smartphones e tablets para seus games

A firma especializada em pesquisa de mercado Liftoff divulgou um novo estudo onde aponta o Brasil como um dos países mais promissores para o desenvolvimento de jogos mobile. O país ficou apenas atrás da China na questão de gastos para se adquirir novos usuários para games de smartphone.

Enquanto no país asiático é preciso gastar, em média, US$ 1,32 para cada usuário obtido, no Brasil é possível conquistar cada nova pessoa por US$ 1,42. Os mercados menos acessíveis para desenvolvedores por esse ponto de vista são Japão (US$ 5,35), Canadá (US$ 5,12) e Estados Unidos (US$ 4,71).

Relatório Completo: Liftoff Mobile Gaming Apps

A atratividade da China se explica pelo país ter uma gigantesca população e representar 25% de todo o mercado global de games mobile. Espera-se que o total de jogadores chineses que utilizam smartphones vai chegar a 728 milhões em 2023, sendo que esse número era estimado em 598 milhões no final de 2018.


Fonte: Liftoff

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Já o Brasil promete um crescimento exponencial em seu mercado de games mobile, em especial em termos de receitas. Os jogos para smartphones e tablets movimentavam US$ 521 milhões (R$ 2,1 bilhão) no final de 2018, valor que deve chegar a US$ 681 milhões no ano de 2022.

A principal dificuldade do mercado brasileiro no momento é a grande diferença de renda entre as parcelas mais ricas e mais pobres da população. As altas taxas de desemprego, em especial entre os brasileiros mais jovens, também prejudicam a conversão das empresas de jogos. Apenas 4,2% dos habitantes do Brasil gastam dinheiro com jogos mobile — para comparar, 15,3% dos usuários canadenses investem em games para smartphones.

Fonte: Liftoff

A região líder nesse quesito é a Grã-Bretanha, onde o custo médio para se obter o primeiro usuário que fará uma compra fica em US$ 24,53, mas também traz um engajamento de 17,3% em termos de compras.

Outro ponto que preocupa os desenvolvedores no Brasil é a baixa taxa de retenção de usuários do país, se comparado a outras nações. Após o primeiro dia, apenas 26,5% dos usuários se mantêm, enquanto somente 1,6% continuam lá depois do dia 30. Situação diferente do que acontece na Alemanha, onde 32,8% ficam no dia 1 e 4,4% se mantêm após o 30º dia de lançamento.

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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