Criminosos usam alternativas ao Zeus para burlar detecção

Parece que as variantes do malware Zeus começaram a ficar "manjadas" no mundo virtual e, por isso, criminosos que agem online estão buscando alternativas com funcionamento semelhante, mas com menor visibilidade e menos chances de detecção.

Os especialistas da empresa de segurança Trusteer descobriram que uma nova versão do trojan bancÁrio Bugat foi distribuída em ataques de phishing com foco nos usuÁrios do LinkedIn, em um tipo de ataque comumente realizado com o Zeus.


Funcionando de maneira similar, o Bugat tem como alvos os navegadores Firefox e Internet Explorer, roubando dados confidenciais introduzidos em sites de internet banking. Assim, o malware também consegue desencadear transferências de grandes quantidades de dinheiro.

Conforme a companhia, na semana passada, usuÁrios do LinkedIn receberam e-mails alertando sobre mensagens em seus perfis, trazendo, porém, uma URL maliciosa que redirecionava a vítima a um site fraudulento que carregava um applet Java para instalar o executÁvel do Bugat.

"Criminosos estão incrementando seus esforços na distribuição de malwares ao atualizar continuamente as configurações de ameaças bem conhecidas como o Zeus, e usando novas versões de trojans menos comuns como o Bugat para burlar a detecção", afirmou o CEO da Trusteer, Mickey Boodaei. "Embora o Zeus receba muita atenção tanto por parte da lei quanto dos bancos e da indústria de segurança, nós precisamos ficar atentos quanto a novas formas de malwares bancÁrios, como o Bugat e o SpyEye, que são tão perigosos quanto e estão se expandido discretamente através da Internet", alerta.

Recentemente, vÁrios cibercriminosos por trÁs das botnets controladas pelo Zeus estão sendo capturados, graças aos esforços do FBI em conjunto com as polícias locais da Ucrânia, Holanda e Reino Unido, onde o malware jÁ causou um prejuízo superior a US$1 milhão.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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