Créditos: Reprodução/Steam

O modelo de negócios do Steam não é realista, afirma executivo da Ubisoft

The Division 2 ficou fora da loja porque a Valve não mudou sua divisão de lucros
Por Felipe Gugelmin 28/08/2019 10:14 | atualizado 28/08/2019 10:14 Comentários Reportar erro

Ainda considera a principal plataforma de games para o PC, o Steam recentemente teve seu modelo de negócios criticado pela Ubisoft. Em uma entrevista ao The New York Times, o vice-presidente de parcerias da publicadora, Chris Early, afirmou que o sistema da Valve trabalha com regras que são “irreais” e que não refletem o mundo atual.

É irreal, o modelo de negócios atual que eles têm. Ele não reflete o lugar em que o mundo está hoje em termos de distribuição de games”, declarou Early. Segundo o executivo, a resistência da Valve em alterar suas regras de divisão de receitas foi um dos motivos pelas quais a Ubisoft decidiu não trazer Tom Clancy’s The Division 2 para a plataforma.

Fonte da imagem - Reprodução/Polygon

Atualmente, a Ubisoft está em um processo de aproximação com a Epic Games Store, ao mesmo tempo em que oferece jogos para PC através do UPlay, sua loja proprietária. Não está claro qual o alvo específico das críticas de Early, mas tudo indica que elas se referem à divisão de receitas que, no Steam, é de 70% para as publicadoras e 30% para a Valve.

Em comparação, a Epic Games Store adotou um esquema em que retém somente 12% das receitas, dando 88% delas para os criadores. A divisão parece ter agradado a produtora, que vai repetir a experiência de The Division 2 com Tom Clancy’s Ghost Recon Breakpoint, game que chega às lojas no dia 4 de outubro deste ano.

- Continua após a publicidade -

Momento de disrupção?

Lojas extraem uma fatia enorme dos lucros da indústria e estão prontas para uma disrupção”, afirmou Tim Sweeney, CEO da Epic Games, na mesma matéria do The New York Times. Enquanto o Steam mantém seu posto de “plataforma essencial” para muitos criadores conseguirem vender seus jogos no PC, publicadoras como a Ubisoft querem mudar isso.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games. Fonte da imagem - Reprodução/The New York Times

Entre as estratégias usadas pela Epic Games Store para conseguir atenção está a compra de exclusividades temporárias, algo que não tem agradado muitos consumidores. Títulos originalmente prometidos para o Steam, como Metro Exodus e Shenmue 3, acabaram ficando “presos” à plataforma graças a essa política.

- Continua após a publicidade -

Apesar de também ser criticada pela falta de recursos como conquistas e carrinho de compras, a loja da Epic está crescendo e sendo vista com bons olhos por desenvolvedores. Enquanto a Valve sem dúvidas permanece a referência do segmento, parece que ela finalmente encontrou um oponente à altura que vai forçá-la a fazer algumas mudanças em sua estrutura.
 

Fonte: The New York Times
  • Redator: Felipe Gugelmin

    Felipe Gugelmin

    Jornalista com 10 anos de experiência nas áreas de tecnologia e games, gosta de estar por dentro das últimas tendências e novidades. Dedica boa parte do tempo livre a jogar (representante da PC Master Race), mas também arranja um tempo para a vida social, leituras e dar passeiros com seu cachorro.

Escolha sua arma:

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.