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Twitch promove conteúdo pornográfico em antigo canal do streamer Ninja

Polêmica coloca em discussão a fragilidade dos Termos de Serviço da plataforma.
Créditos: IGN Portugal

As polêmicas envolvendo a plataforma de streaming Twitch TV continuam crescendo a cada dia e estão levantando algumas questões quanto suas políticas de privacidade e diretrizes da comunidade que são burladas com muita facilidade.

A mais nova controvérsia envolve o popular streamer Tyler "Ninja" Blevins que deixou recentemente a Twitch para assinar um contrato de exclusividade com a Mixer, da Microsoft. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Tyler afirma estar “enojado” com a forma que a sua antiga plataforma de conteúdos transformou seu canal em uma “página de publicidade” para outros streamers, chegando a promover na primeira posição de destaque um streamer que cria conteúdos pornográficos.

“Eu faço stream há oito anos para construir minha marca, construir aquele canal de 14,5 milhões de seguidores, e eles ainda usam meu canal para promover outros streamers [...] Uma conta pornográfica era a primeira recomendação do canal e eu não posso fazer nada sobre isto."

“Eu faço stream há oito anos para construir minha marca, construir aquele canal de 14,5 milhões de seguidores, e eles ainda usam meu canal para promover outros streamers [...] Uma conta pornográfica era a primeira recomendação do canal e eu não posso fazer nada sobre isto."

O streamer fez o vídeo para se desculpar com a comunidade e explicar o que estava acontecendo com o seu canal que se encontra offline neste momento, mas ainda apresenta recomendações de conteúdos similares em sua barra lateral. 

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Canal do Ninja na Twitch TV

Atualmente, seu canal não redireciona mais os usuários para outros canais automaticamente, então para acessar o conteúdo recomendado é preciso escolher uma das opções disponíveis.

Pouco tempo depois da declaração do Ninja, o CEO da Twitch, Emmet Shear, publicou em seu Twitter uma mensagem se desculpando com o streamer e explicando como funciona as políticas de recomendações de canais da plataforma. Segundo Shear, o recurso de canais populares busca melhorar a experiência do usuário que procura por transmissões ao vivo de qualidade quando a página que eles tentarem acessar não estiver online. Dessa forma, tanto a comunidade quanto os streamers são beneficiados.

Entretanto Emmet também afirmou que conteúdo sexual viola todos os Termos de Serviço da Twitch e esse problema será investigado. 

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“Nossa comunidade vem ao Twitch procurando por conteúdo ao vivo. Para ajudar a garantir que eles encontrem ótimos canais ao vivo, estamos testando o conteúdo recomendado no Twitch, incluindo as páginas de streamer que estão offline.”

“Nossa comunidade vem ao Twitch procurando por conteúdo ao vivo. Para ajudar a garantir que eles encontrem ótimos canais ao vivo, estamos testando o conteúdo recomendado no Twitch, incluindo as páginas de streamer que estão offline.”

Essa situação apenas reforçou a discussão sobre os limites da Twitch TV e como a plataforma apresenta falhas na disseminação de conteúdos que violam seus termos, sem apresentar nenhuma punição efetiva. 

Recentemente a streamer Alinity Divine sofreu inúmeras acusações de maus tratos aos animais após arremessar seu gato durante uma transmissão ao vivo. A situação fez com que a organização de proteção aos animais PETA criasse uma petição para o banimento da streamer, que já conta com mais de 46.000 assinaturas. Alinity também já foi alvo de críticas por dar vodka ao seus pets e até mesmo ser acusada de racismo, mas não houveram punições oficiais até o momento. 

No começo do ano o streamer Dr. Disrespect foi banido por realizar uma transmissão em um dos banheiros da E3 2019 e ficou fora da plataforma por duas semanas. Os casos mais graves como o do Pink Ward e TFue, que expressaram ofensas raciais durante as transmissões, ficaram apenas 30 dias suspensos - uma punição que parece ser bem rasa para em alguns casos. 

A Twitch ainda não se pronunciou quanto aos problemas que a plataforma tem para controlar a disseminação de conteúdos impróprios, mas um dos posicionamentos que a comunidade espera ver é a de políticas mais severas para quem quebrar as suas regras.

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Via: Eurogamer, The Enemy
  • Redator: Lucas Alvaro Araujo

    Lucas Alvaro Araujo

    Lucas Alvaro virou jornalista pelo amor aos games e o desejo de escrever seus próprios roteiros para jogos com nota máxima no Metacritic. Apesar de ter atuado como designer e desenvolvedor de jogos durante dois anos, a paixão pela redação o trouxe para "os bastidores", onde está adquirindo experiência e aprendizado nos mais diversos segmentos da tecnologia. E é dessa forma que pretende se tornar especialista na área e descobrir o que fazer quando os robôs começarem a dominar o mundo.

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