Mau uso da Web 2.0 gera prejuízos de milhões de dólares

Os executivos reconhecem a importância da Web 2.0 para impulsionar a produtividade de suas empresas e para incrementar os seus negócios, mas sofrem com ameaças à segurança dos seus dados.

De acordo com o relatório Web 2.0: Um equilíbrio complexo – O primeiro estudo global sobre utilização, riscos e prÁticas recomendadas na Web 2.0, divulgado pela McAfee, seis entre dez empresas jÁ perderam aproximadamente US$ 2 milhões cada uma, devido a incidentes de segurança. Isso resulta em um prejuízo coletivo de mais de US$ 1,1 bilhão em apenas um ano.


O levantamento foi encomendado pela McAfee e realizado com mais de mil entrevistados em 17 países pelo corpo docente afiliado ao CERIAS (Center for Education and Research in Information Assurance and Security / Centro de Educação e Pesquisas de Garantia e Segurança da Informação) da Universidade Purdue, nos Estados Unidos. O estudo buscou identificar o comportamento de empresas frente a aplicativos de mídia social como Facebook, Twitter e YouTube, além de soluções corporativas especializadas

Segundo o estudo, Brasil, Espanha e Índia são líderes na adoção da Web 2.0 no ambiente corporativo, com mais de 90% de adesão, enquanto CanadÁ, AustrÁlia, Estados Unidos e Reino Unido registram os menores índices. Mas o cuidado com a segurança é um fator constante: no mundo todo, 60% das empresas se preocupam com os prejuízos à reputação devido ao mau uso da Web 2.0. Um terço dos entrevistados ainda relatou ter feito investimentos não planejados para solucionar problemas relacionados ao uso de mídias sociais no ambiente de trabalho, enquanto 14% das organizações jÁ tiveram problemas jurídicos causados por funcionÁrios que divulgaram informações confidenciais

Apesar de reconhecerem o valor das ferramentas da Web 2.0, os responsÁveis pelas decisões continuam a discutir se devem permitir o uso dessas redes no ambiente de trabalho. Na medida em que esses recursos influenciam as operações da empresa, crescem as dúvidas, como aponta o diretor de tecnologia da McAfee, George Kurtz. "As empresas se deparam com uma escolha: permitir a propagação dessas tecnologias sem verificação adequada, bloquear as tecnologias ou aderir a ela e a seus benefícios, realizando o devido gerenciamento de forma segura."

Para  Eugene Spafford, fundador e diretor executivo do CERIAS, as tecnologias da Web 2.0 e das redes sociais podem ser usadas de maneira eficiente no ambiente corporativo. Porém, para que as empresas possam aproveitar seus benefícios, elas devem "adotar uma abordagem proativa em relação à compreensão e ao gerenciamento dos desafios. Isso envolve a aplicação das políticas corretas e a implementação de uma tecnologia capaz de fiscalizar essas políticas", explica.

Ao invés de aplicar políticas de uso, 13% das organizações pesquisadas bloqueiam todas as atividades relacionadas à mídia social, enquanto 81% restringem o uso de pelo menos uma ferramenta devido a precauções de segurança.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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