Facebook permitiu que diversas empresas tivessem acesso a dados pessoais de usuários

Não é de hoje que o Facebook vem sendo acusado de não cumprir suas normas de privacidade e revelar informações dos seus usuários para outras empresas. Entretanto, uma reportagem divulgada nesta quarta-feira (19) pelo The New York Times revelou documentos internos que comprovam que a companhia do CEO Mark Zuckerberg isentava empresas parceiras das políticas de privacidade da rede social e permitia o acesso a dados pessoais de seus usuários. Esse “compartilhamento” de informações permitiu que o Facebook não só se tornasse uma das maiores empresas de tecnologia como também uma das mais valiosas do Vale do Silício.

Os dados pessoas de mais de 2,2 bilhões de usuários foram exibidos para empresas como Microsoft, Netflix, Amazon e Spotify, a possibilidade de ler mensagens privadas, nomes de usuários, informações de contato e até mesmo o fluxo de publicações recentes, como no caso do Yahoo. Assim, o Facebook conseguiria fazer mais facilmente sugestões de conexões dos usuários.   

Os documentos foram parte de uma investigação que contou com mais de 50 ex-funcionários do Facebook que confirmaram que empresas parceiras tinham o privilégio do acesso às informações. No total, 150 empresas foram citadas na lista de beneficiários, sendo elas empresas de tecnologia, varejo e sites de entretenimento e comunicação, algumas tinham registros de uso dos dados desde 2010. 

Algumas das empresas disseram que usaram de acordos legais com as políticas de privacidade do Facebook para ter acesso às informações dos usuários, entretanto não detalharam o conteúdo assegurado pelos contratos. Porta-vozes do Spotify e da Netflix alegaram não ter ciência do âmbito das informações.

O diretor de privacidade do Facebook, Steve Satterfield, rebateu as acusações do jornal e alegou que os termos não foram violados e, apesar de entender que “precisam recuperar a confiança das pessoas”, devem melhorar a transparência de suas políticas de privacidade. 

"Nenhuma dessas parcerias ou recursos concedeu às empresas acesso a informações sem a permissão dos usuários, nem violaram nosso acordo de 2012 com a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos [...] Proteger as informações das pessoas requer termos mais rígidos, uma melhor tecnologia e políticas mais transparentes, e é nisso que temos focado neste ano.”

"Nenhuma dessas parcerias ou recursos concedeu às empresas acesso a informações sem a permissão dos usuários, nem violaram nosso acordo de 2012 com a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos [...] Proteger as informações das pessoas requer termos mais rígidos, uma melhor tecnologia e políticas mais transparentes, e é nisso que temos focado neste ano.”

As investigações continuarão sendo feitas e mais esclarecimentos sobre os acordos feitos pelo Facebook podem ser solicitados pelo Tribunal. Este ano um escândalo envolvendo a consultoria política Cambridge Analytica revelou que foram usados os dados de mais de 87 milhões de usuários, compartilhados pela rede social, para influenciar na campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

Via: G1 Fonte: New York Times
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  • Redator: Lucas Alvaro Araujo

    Lucas Alvaro Araujo

    Lucas Alvaro virou jornalista pelo amor aos games e o desejo de escrever seus próprios roteiros para jogos com nota máxima no Metacritic. Apesar de ter atuado como designer e desenvolvedor de jogos durante dois anos, a paixão pela redação o trouxe para "os bastidores", onde está adquirindo experiência e aprendizado nos mais diversos segmentos da tecnologia. E é dessa forma que pretende se tornar especialista na área e descobrir o que fazer quando os robôs começarem a dominar o mundo.

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