Estúdio de The Division 2 diz que falar de política em games "é ruim para os negócios"

Apesar de sua temática, não espere que The Division 2 fale abertamente sobre política. Um representante do estúdio Massive, da Ubisoft, encarregado pelo desenvolvimento do game, afirmou recentemente em uma entrevista que eles se esforçam para não tocar diretamente na temática por diferentes motivos. Entre eles, porque seria "ruim para os negócios". 

"É um equilíbrio porque nós não podemos ser abertamente políticos em nossos jogos. É um universo e um mundo criados por pessoas para explorar como ser uma boa pessoa num mundo decadente. É ruim para os negócios também, infelizmente, se você quer a verdade honesta."

"É um equilíbrio porque nós não podemos ser abertamente políticos em nossos jogos. É um universo e um mundo criados por pessoas para explorar como ser uma boa pessoa num mundo decadente. É ruim para os negócios também, infelizmente, se você quer a verdade honesta."

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A declaração veio de Alf Condelius, COO da desenvolvedora. Devido à ambientação de The Division 2, que se passa num mundo quase pós-apocalíptico, mas que de certo modo ainda opera com remanescentes do governo, num futuro muito próximo, é natural que as pessoas enxerguem um viés político na temática. Condelius entende isso e encoraja que os jogadores projetem suas interpretações, mas reitera que nenhuma política aberta deve partir do estúdio:

"Mas é interessante e é uma discussão que nós temos, e é uma discussão que ainda acontece com nossos usuários, claro, porque as pessoas querem colocar uma intepretação no universo que criamos e eles querem ver suas próprias realidades nas fantasias que lhes damos, e nas histórias que esses jogos são."

"Mas é interessante e é uma discussão que nós temos, e é uma discussão que ainda acontece com nossos usuários, claro, porque as pessoas querem colocar uma intepretação no universo que criamos e eles querem ver suas próprias realidades nas fantasias que lhes damos, e nas histórias que esses jogos são."

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É interessante destacar que a Massive está encarregada também da produção de um game baseado no universo de Avatar, de James Cameron. O diretor já falou inúmeras vezes que seu filme de imenso sucesso tem, sim, um viés político e ambientalista. Seria difícil para a Massive não tocar no assunto, mas Condelius ainda quer manter o distanciamento tanto quanto possível:

"Tem que ser sutil para várias pessoas serem atraídas pelo jogo. Tem que ser indefinido para várias pessoas colocarem suas próprias definições nisso. Tem que ser vago em alguns aspectos enquanto continua sendo num mundo muito bem definido."

"Tem que ser sutil para várias pessoas serem atraídas pelo jogo. Tem que ser indefinido para várias pessoas colocarem suas próprias definições nisso. Tem que ser vago em alguns aspectos enquanto continua sendo num mundo muito bem definido."

Fonte: VG 24/7
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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