Wii vira equipamento de terapia para crianças com paralisia cerebral

Benefícios para a coordenação motora, o equilíbrio e o condicionamento cardiorrespiratório são alguns dos resultados obtidos com a "Wiireabilitação", fisioterapia que utiliza o console de videogame Wii da Nintendo. A inovadora terapia foi apresentada pela fisioterapeuta Fabiana Wachholz, do Rio Grande do Sul, neste sÁbado (28) durante o Criança 2010 – III Congresso de Especialidades PediÁtricas, que acontece até o dia 31 em Curitiba.

Fabiana disse que a Wiireabilitação é uma ferramenta a mais no processo normal de reabilitação dos pacientes. "O ritmo maçante da fisioterapia normal fazia com que houvesse o risco de a criança não querer mais frequentar a terapia". Segundo ela, utilizando o Wii nos últimos 15 ou 20 minutos da sessão, a criança faz os exercícios normais de fisioterapia, esperando para jogar o videogame no fim. "Para quem trabalha com crianças com doenças crônicas, um benefício importantíssimo é a adesão do paciente ao tratamento", justifica a fisioterapeuta.

Crianças e adolescentes que possuem paralisia cerebral, síndrome de Down, problemas com a postura, obesidade, dentre outros podem ser beneficiados pela terapia. Segundo Fabiana, a criança trabalha aspectos como a coordenação motora, o equilíbrio, o alongamento e o condicionamento cardiorrespiratório, além de melhorar a concentração e estimular a atividade cerebral.

A ideia de usar o Wii surgiu através da busca por inovações para a reabilitação das crianças. "Na época começamos a procurar, ver o que tinha de diferente, e vi que o Wii estava sendo utilizado da reabilitação dos pacientes. Esperamos um pouco e, a partir de 2007, começamos a utilizar o videogame", conta Fabiana.

A especialista ressalta que é preciso tomar precauções para que não haja acidentes. "Eu não vou colocar a Wiireabilitação próximo de um degrau ou de uma escada. É preciso deixar a criança a uma distância apropriada da tela, porque ela pode bater com o controle, quebrar a televisão e se machucar. Também ver se o controle estÁ bem preso, pois com a empolgação a criança pode largar o controle", ressalta.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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