Algumas placas-mãe AM4 não trarão mais suporte a CPUs Bristol Ridge

Algumas placas-mãe AM4 que estão sendo lançadas no mercado não trarão mais suporte aos processadores Bristol Ridge, e o motivo é bastante curioso: não tem mais espaço na BIOS. As CPUs Bristol Ridge são os processadores que já usam o soquete dos processadores Ryzen, porém ainda são baseados em tecnologias mais antigas, caso do Atlhon X4 950. 

A maior parte das placas-mãe usam um chip de memória de 128 megabits (16MB) para armazenar os códigos de identificação do processador e outras funções como ajustes das frequências das memórias. Como o soquete AM4 tem previsão de ser utilizado até 2020, já estão se acumulando várias gerações de processadores (Bristol Ridge, 1º geração Zen, Raven Ridge com gráficos integrados e 2º geração Zen) e está começando a faltar espaço nessa memória para todos.

A solução para o problema poderia ser aumentar o espaço de armazenamento para 256 megabits, porém o custo do chip dobra, algo que o TechPowerUp estima como um aumento de preço na casa dos 3 a 4 dólares no custo. Pode parecer pouco, mas quando se fabrica um produto na casa dos milhares, isso traz um impacto mais significativo. Em um mercado disputado com o de placas-mãe, cada dólar economizado na fabricação é importante para a concorrência no preço final.

Algumas soluções podem incluir diferentes versões de BIOS para diferentes famílias de processadores, algo que não parece saudável considerando que fazer flash de BIOS já é um processo complicado o bastante sem esse risco adicional de usar a versão errada. Também seria possível dar uma reduzida nas artes e animações das interfaces de configuração da BIOS (algo que me parece menos útil do que trazer suporte a mais processadores).

Apesar do inconveniente, é pouco provável que isso seja um risco para o suporte de futuros lançamentos Ryzen em placas-mãe AM4, já que muito do código em arquiteturas semelhantes possivelmente pode ser reaproveitado. Curiosamente um dos usos dos processadores Bristol Ridge tem a ver com update de BIOS: a AMD enviou esses processadores (que são bem baratos) para consumidores que precisavam fazer o update em suas placas-mãe para trazer suporte a novos lançamentos de processadores, como a segunda geração Ryzen ou as APUs em placas-mãe série 300. Sem a BIOS com suporte ao processador em uso é impossível realizar o boot do sistema, e as CPUs Bristol Ridge serviam apenas para ligar o PC e realizar essa atualização, para posteriormente serem substituídas pelo processador mais recente.

Fonte: Anandtech
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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