Apple oferece ajuda a FBI para desbloquear iPhone de atirador no Texas

O FBI está com o smartphone de Devin Patrick Kelly, atirador que matou 26 pessoas em uma igreja do Texas no domingo (dia 5). Até pouco tempo atrás o departamento de investigação não tinha informado qual era a fabricante do aparelho, apenas que era um smartphone.

Na terça-feira, ao saber que o FBI tinha um celular em mãos, mas não conseguia acessar as informações, um funcionário da Apple foi enviado até o centro de investigações para saber se era um iPhone e se a investigação precisava de auxílio da empresa. No fim do dia foi revelado que o dispositivo em questão é um iPhone, mas que a Apple não havia sido procurada porque outros especialistas do laboratório do governo em Quantico, Virgínia, estavam buscando métodos de acessar os arquivos. 

Até agora as motivações de Devin Patrick ainda não foram explicadas pelo FBI, mesmo que diversos detalhes sobre sua vida já tenham sido revelados na imprensa internacional. De qualquer forma, se a empresa da maçã entrou em contato para colaborar com o governo na terça-feira é possível que já tenham um grande número de informações relevantes. 

Apple se recusa a criar quebra de segurança
em iPhone para que FBI consiga dados de terrorista

Em 2016, FBI e Apple tiveram um grande atrito em um caso semelhante. Um dos atiradores no ataque terrorista do Condado de San Bernardino, Califórnia possuía um iPhone. Depois de um longo desgaste na corte, a Justiça determinou que a Apple deveria criar um sistema de quebra de segurança para acessar mais facilmente os dados em casos com determinação judicial. Entretanto, a empresa se negou a criar tal programa porque, segundo eles, isso colocaria em risco todos os demais usuários. 

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Na época, a multinacional disse que o problema poderia ter sido mais facilmente resolvido se o FBI tivesse entrado em contato antes de qualquer tentativa. Em vez disso, a unidade de departamento de justiça dos EUA tentou redefinir a senha do iCloud do atirador, o que acabou com qualquer possibilidade de acessar os dados. Isso explicaria por que, agora, a Apple teria procurado o serviço de inteligência mesmo sem ter sido procurada. 

Via: The Washington Post, Business Insider, The Washington Post, Business Insider, Engadget, Telegraph
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  • Redator: Neri Neto

    Neri Neto

    O universo geek faz parte do dia a dia, da vida, deste jornalista. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, Neri Neto é responsável por conteúdos diversos no Adrenaline. Ele adora tecnologia, cinema, games e descobriu ainda na infância que a linguagem dos vídeos seria perfeita para falar de tudo que ama. Neri também fala bastante em terceira pessoa, gosta de descontrair e está sempre nas redes sociais.

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