BGS 2017: Assassin's Creed Origins traz mudanças surpreendentes para a franquia - confira nossas impressões!

Mais um ano, mais um Assassin's Creed. É assim que eu me sentia antes de experimentar Assassin's Creed Origins, mas, agora, depois de 10 minutos de gameplay oferecidos pelo estande do Xbox na BGS 2017, posso dizer tranquilamente que este é o game mais diferente que a franquia já viu. 

Assassin's Creed Origins se aproxima muito mais de um RPG propriamente dito do que dos seus antecessores. Os trechos em mundo aberto continuam bem parecidos, com mudanças simples nos controles. Mas duas diferenças bem relevantes já se fazem presentes: seus animais de estimação. O jogador pode, a qualquer momento, chamar a sua montaria com um botão ou mudar o controle para sua águia, usada como "batedora". No controle da águia é possível encontrar pontos de interesse e se deslocar imediatamente para locais distantes já visitados. A montaria, por sua vez, na demo, podia ser um cavalo ou um camelo, dependendo do que você tem "equipado". E é aqui que as coisas mudam muito.

O novo Assassin's Creed conta com um complexo e variado sistema de equipamentos que permite escolher não só as montarias, mas também roupas, armas e outros acessórios. O menu lembra bastante a mecânica de Destiny, inclusive determinando a raridade e a força dos equipamentos, o que já nos faz imaginar como serão incorporadas as caixas de loot no jogo, que têm dado o que falar.

Mas talvez seja no combate que veteranos vão sentir a maior estranheza. Agora há botões diferentes para ataques leves, pesados, esquivas e defesas. Os seus inimigos são acompanhados de um nível sobre as cabeças, pra você saber se dá conta de enfrentar o adversário. Um combate um pouco mais truncado e menos permissivo deixa as coisas menos cinematográficas, mas vai ajudar a justificar melhor enfrentar as missões furtivamente, já que enfrentar diversos adversários ao mesmo tempo fica bem complicado nessa nova mecânica.

A parte gráfica do jogo também merece um destaque. A demo jogada foi a mesma versão mostrada na Gamescom e estava rodando num Xbox One S. Os cenários estão bonitos e bem trabalhados, com uma diversidade enorme de elementos na tela. Também é interessante que o jogo tenha voltado tanto no tempo, tendo que imaginar cenários bastante inovadores para a sua ambientação. O jogo rodou de maneira fluida em quase 100% do tempo, apresentando pequeníssimas quedas nos frames apenas quado jogamos com a águia, momento em que mais elementos precisam ser renderizados ao mesmo tempo. As telas de carregamento também são um pouco longas, mas esperamos que isso seja melhor otimizado até o lançamento do jogo.

  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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