Steam remove 173 jogos que burlaram o Direct e só serviam para ganhar cartas

A substituição do sistema Greenlight pelo Steam Direct está fazendo o número de games subir drasticamente na Steam e, recentemente, a Valve pegou a primeira desenvolvedora a "burlar" a nova plataforma de laçamento de jogos. Em um movimento massivo, a Steam removeu 173 jogos de sua loja, todos feitos por um estúdio chamado Silicon Echo.

Com o Steam Direct, os estúdios precisam preencher um formulário e pagar US$ 100 para lançar um jogo na plataforma. O objetivo da taxa é prevenir que trolls não lancem games na Steam, afinal, eles teriam que gastar dinheiro para isso. A Silicon Echo, porém, mostrou que o novo sistema possui vulnerabilidades.

Quando um estúdio possui um grande volume de jogos lançados na Steam, a Valve concede uma isenção para a taxa. Com isso, a Silicon Echo nem precisou pagar os US$ 100 por jogo lançado.

As produções da Silicon Echo eram feitas com texturas e elementos prontos do motor gráfico Unity, o que possibilitava a produção de mais jogos falsos com menos mão-de obra, e tinham como principal objetivo fornecer Cards Steam.

Os títulos eram disponibilizados de graça ou com valor de compra baixo, e todos concediam as conhecidas cartinhas, que podem ser vendidas no mercado da Steam. Segundo o Polygon, a Silicon Echo também atuava na loja com o nome Zonitron Productions e, ao todo, publicou 86 títulos na plataforma em julho e agosto, cerca de 10% do volume total de lançamentos.

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Número de games lançados cresceu com o Steam Direct

A Valve comentou que o sistema de coletar cartas na Steam foi criado para recompensar jogadores durante o gameplay e condena práticas que abusem dos recursos da loja.

"A Steam é uma plataforma aberta, mas nós pedimos que os desenvolvedores respeitem nossos consumidores e nossas políticas. Comportamentos como publicar diversos jogos clonados ou manipular as ferramentas de nossa loja não serão tolerados"

"A Steam é uma plataforma aberta, mas nós pedimos que os desenvolvedores respeitem nossos consumidores e nossas políticas. Comportamentos como publicar diversos jogos clonados ou manipular as ferramentas de nossa loja não serão tolerados"

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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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