Intel aposta em chip de IA Loihi para criar máquinas que aprendem sem ajuda de humanos

A Intel está tomando um caminho totalmente diferente de seus concorrentes na corrida para tornar mais eficiente o hardware para Inteligência Artificial (IA). Ao invés de investir em chips cada vez mais poderosos para aprendizado de máquina, a companhia está buscando uma alternativa mais eficiente com o projeto Loihi.

Trata-se de um chip que foi projetado especificamente para ser a base da pesquisa e desenvolvimento da Intel na área de hardware neuromórfico.

Esse tipo de chip tenta imitar o funcionamento do cérebro humano ao enviar sinais de diferentes intensidades — ao contrário do hardware atual, que trabalha com sinais binários (1 ou 0).

O Intel Loihi possui 1.024 neurônios que simulam um total de 130 mil neurônios, resultando num total de 130 milhões de conexões sinápticas. De acordo com o site Engadget, isso é um pouco mais do que uma lagosta possui, porém ainda está longe dos 80 bilhões de um ser humano.

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O problema é que os processadores neuromórficos ainda não se provaram fora dos laboratórios, ou seja,em situações práticas. "Hoje existe muito hype sobre computação neuromórfica, [mas] no momento não existe nenhuma demonstração atraente de aplicação de alto volume onde os neuromórficos superam a alternativa", explicou o cientista Steve Furber, em entrevista ao IEEE Spectrum.

Para contornar isso, a estratégia da Intel é manter a tecnologia longe de grandes servidores por enquanto. Ao invés disso, eles vão enviar protótipos do chip para famosas instituições de ensino e pesquisa no começo de 2018. Eles esperam que estas pesquisas, então, validem seu projeto.

A grande vantagem dos processadores neuromórficos, caso eles sejam adotados, é que eles consomem mil vezes menos energia que os modelos atuais. Isso pode ser especialmente útil para fazer software de IA funcionar em smartphones ou em notebooks.

Outro lado é que, quando implementados num computador, esse tipo de chip pode aprender coisas sozinho, sem a necessidade de ser ensinado ou treinado por um ser humano para cada tarefa específica.

Via: Engadget, The Verge Fonte: Intel Newsroom
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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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