Hackers da Rússia usaram Facebook para influenciar eleições dos EUA, diz jornal

De acordo com o jornal The Washington Post, o Facebook encontrou evidências de que um grupo de hackers da Rússia conhecido como APT28, ou Fancy Bear, estava utilizando a rede social para promover e-mails vazados com contas falsas em junho de 2016, antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos.

A notícia vem para alimentar a treta que começou na semana passada, quando a rede social de Mark Zuckerberg anunciou que mais de US$ 100 mil foram gastos em anúncios políticos por contas falsas, supostamente  de origem russa.

Segundo as informações do WP, o grupo Fancy Bear faz parte da GRU, equipe de inteligência militar do governo russo. Segundo o jornal, o Facebook percebeu a ação do grupo na rede social no ano passado, mas pensou que se tratava de um plano de espionagem. Na época, os especialistas de segurança do Facebook teriam entrado em contato com o FBI para denunciar as atividades.

Algum tempo depois, porém, o Facebook teria percebido ligações da APT28 com contas falsas e uma página chamada DCLeaks, que divulgavam e-mails e documentos vazados durante o período de campanha presidencial dos Estados Unidos.

Após as eleições que elegeram Donald Trump, o CEO do Facebook foi questionado se a proliferação de notícias falsas poderia afetar a votação. Na época, Zuckerberg disse que isso era "uma ideia maluca".


Segundo o jornal, Obama alertou Zuckerberg sobre as fake news

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Ainda no ano passado, de acordo com o WP, o CEO do Facebook foi pressionado pelo ex-presidente Barack Obama a tomar medidas mais sérias sobre o assunto. Isso teria sido a faísca que levou a rede social a investigar a fundo e descobrir as contas falsas vindas da Rússia.

Na quinta-feira, a empresa informou que 470 contas falsas estavam sendo operadas e patrocinadas da Rússia, e foram responsáveis por proliferar cerca de 3000 anúncios de junho de 2015 até maio de 2017.

O Facebook disse que as publicações não faziam alusão a nenhum candidato dos Estados Unidos, mas tinham como foco “espalhar mensagens sociais e políticas divisórias”, incluindo temas como raça, imigração, armas de fogo e sexualidade.

Via: Business Insider, BBC Fonte: WP
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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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